Paulo Rubem afirma que Governo Federal é fascista O líder do PT, Paulo Rubem, foi outro deputado que usou o Grande Expediente para condenar as tentativas do Governo Federal de alterar a legislação trabalhista e “entregar às elites o comando das relações de trabalho”. Ele sustentou que a mudança na CLT, proposta pelo Governo, representa um retrocesso e lembra a fase da Revolução Industrial, quando os patrões impunham aos trabalhadores injustas condições de trabalho e salário.
Paulo Rubem lembrou que a medida do Governo, centrada no artigo 618 da CLT, não inova em matéria de argumento e objetivo, pois recorre aos mesmos pretextos dos patrões no início do século passado. “Na prática, agora os patrões sofismam sobre os rumos do processo de globalização e levantam os argumentos da modernização como forma de atingir direitos e conquistas dos trabalhadores”, afirmou.
Ele acrescentou que as teses do Governo e de seus aliados são rigorosamente falsas, impróprias, inclusive quando alegam que a CLT tem inspiração fascista, baseada na Carta do Trabalho, de Mussolini, argumento que havia sido utilizado pelo deputado Pedro Eurico (PSDB). “É uma forma de distorcer os fatos, negar os avanços contidos na CLT, do ano de 1943, época em que se cuidou de reunir, consolidar, as conquistas parciais de várias categorias de trabalhadores brasileiros”, destacou.
Fascismo O deputado Pedro Eurico (PSDB), em aparte, adiantou que as mudanças na legislação são necessárias para ampliar a absorção pelo mercado formal e disse que “as resistências são de sindicalistas, de pessoas que não querem discutir, preferem fechar a questão e manter uma posição fascista”.
Paulo Rubem lamentou a posição do aparteante e argumentou que o Governo Federal, e os seus defensores é que assumem uma posição fascista. Ele disse ainda que o Governo não tem o objetivo de melhorar a legislação, mas de retirar alguns direitos dos trabalhadores.
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