CPI da Água Mineral fiscalizará empresas O setor da água mineral está na mira da CPI criada pela Assembléia para investigar o engarrafamento e comercialização clandestina do produto. Ontem à tarde os deputados membros se reuniram para dar novos rumos a denúncias recebidas pela Comissão e investigações futuras. O presidente, deputado Sérgio Pinho Alves (PSDB), expressou a necessidade de consultar os órgãos governamentais envolvidos para formar um quadro completo do setor. Na reunião da próxima terça será ouvida a Secretaria da Fazenda sobre como funciona a arrecadação das empresas de água mineral, quanto foi arrecadado, e quanto é sonegado. Também estão na pauta de convocações a Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) e o Ministério Público.
Um assunto explosivo na área é o caso Gelisa. Trata-se das denúncias feitas por José Maurício de Araújo, gerente dessa empresa engarrafadora, demitido após sugerir a existência de um cartel no setor da água mineral. A Gelisa teria sido forçada a aumentar o preço do garrafão, de R$ 0,80 para R$ 1,00, inclusive sofrendo um atentado no dia 17 de setembro quando se recusou a cooperar. Os parlamentares pretendem convocar os envolvidos no caso para depor na CPI no dia 20 deste mês.
O deputado Antônio Moraes (PSDB) ressaltou a importância de dar visibilidade à Comissão. “Precisamos colocar a equipe na rua, investigar in loco as empresas de água, clandestinas ou não, analisar o método de engarrafamento e investigar a sonegação fiscal”, declarou Moraes. Segundo o deputado petista Sérgio Leite, relator da CPI, as visitas serão feitas de surpresa, para facilitar o flagrante, e contarão com o apoio da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária para autuar quem vender água mineral de modo irregular.
A reunião da próxima terça será presidida pelo vice-presidente da Comissão, deputado Bruno Rodrigues, devido à ausência de Sérgio Pinho Alves por motivo de viagem.
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