Jorge Gomes e Nelson Pereira registram o Dia Nacional da Consciência Negra O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado ontem no Brasil, foi assinalado pelos deputados Jorge Gomes (PSB) e Nelson Pereira (PCdoB). Aproveitando o even-to, ele rebateu o manto da democracia racial apregoado no País e completou: “O quadro de desigualdade social aqui existente constitui um reflexo disso”. Assim, torna-se impossível refletir e propor estratégias de superação das desigualdades sociais “sem estabelecer, objetivamente, estratégias de combate ao preconceito, discriminação racial e racismo no Brasil”. O representante socialista reconheceu porém que nas últimas três décadas, organizações do movimento negro têm sido incansáveis na demonstração de fatos comprovando o tratamento diferenciado e negativo dispensado à população afro-descendente. E com isso, contribuíram decisivamente “para a destituição da idéia generalizada de que o Brasil constituía uma democracia racial”. Numa clara defesa dos afro-descendentes, Jorge Gomes considera justo que venhamos fortalecer as reivindicações do movimento negro para que o Estado brasileiro reconheça essas organizações como atores essenciais e privilegiados na elaboração, implementação e monitoramento das políticas públicas voltadas à população afro-descendente.
Através de exemplos históricos, o deputado Nelson Perreira (PC do B) registrou seu repúdio a “intolerância e a discriminação racial contra os negros”. Para o deputado o abuso do poder, usando a violência física e simbólica, durante o processo de colonização, o tráfico negreiro como forma de sustentação econômica e expropriações dos territórios dos povos nativos da África, marcaram o sofrimento desta raça.Perreira ressaltou as modificações nas “escolas de pensamento” na década de 80, depois da ampliação do espaço democrático com as mobilizações dos movimentos sociais. Através dos movimentos nacionalistas e anti-nuclear, novo feminismo, lutas ecológicas, das minorias étnicas.Como exemplo do desrespeito aos direitos constitucionais que o negro sofre, o deputado falou das 36 comunidades quilombolas existentes em Castainho, Garanhus, e Conceição das Crioula, Salgueiro, onde apenas duas foram reconhecidas, com direito à reintegração territorial.Para finalizar, ele refletiu sobre a atual situação dos povos negros no Brasil e sugeriu que houvesse uma ampliação do espaço democrático respeitando os Direitos conquistados pelos mesmos e garantindo-os Constitucionalmente. “O desafio é incorporar à democracia política, e econômica e cultural”, afirmou.
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