Testemunha de crime fala à CPI da Violência

Em 26/09/2001 - 00:00
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Testemunha de crime fala à CPI da Violência Ádina Pinheiro da Paz, 23 anos, noiva do PM Genivaldo Lopes, assassinado durante discussão ocorrida no final de agosto num posto de combustível em Caxangá, prestou depoimento na manhã de ontem à CPI da Violência. Mas ela voltará amanhã a nova audiência, às nove horas, no Auditório do Anexo Senador Nilo Coelho, para acareação com o tenente PM Pires e dois soldados integrantes das três viaturas acionados na noite do crime e que acorreram ao posto Ypiranga, nas imediações do viaduto da Av. Caxangá. Soldado do Batalhão de Polícia Rodovíaria, Genivaldo Lopes perdeu a vida durante discussão envolvendo três pessoas, inclusive o tenente PM Claudino, que teria feito os disparos.

Depondo à CPI e ouvida pelos deputados Pedro Eurico, Antônio Moraes e Roberto Liberato, ela contou em detalhes que vinha, com o noivo, do bairro Cosme e Damião, em Camaragibe e passaram por um bar onde notaram um tumulto.

Prosseguiram e em certo momento, outra viatura com três ocupantes, saídos do citado bar, seguiram o carro dirigido por Genivaldo, surgindo daí discussão de trânsito. Ela insiste que o noivo foi xingado, rebateu e procurou deixar o local, evitando maiores aborrecimentos. Posteriormente, parando no posto de combustível, a viatura pilotada pelo tenente Claudino estacionou e na confusão, o noivo levou três disparos. Os parlamentares ouviram atentamente todos os detalhes, fazendo anotações e decidiram pela convocação da reunião amanhã. A CPI pediu garantias de vida para Ádina, garantindo-lhe a integridade, já que amanhã fará a acareação. Ao mesmo tempo os parlamentares programaram mais uma visita a Auditoria Militar da PM, tendo em pauta ouvir o tenente Claudino Araújo dos Santos, cujo comparecimento foi anteriormente negado pelo juiz-auditor. (Antônio Azevedo)