Teresa Duere mostra um PFL bom de voto Juntamente com o líder do PFL, Augusto Coutinho, a deputada Teresa Duere, líder do Governo na Assembléia Legislativa, contestou no Sindicato dos Jornalistas a tese do acadêmico Roberto Ramos Santos, da Universidade São Paulo, sobre A Face de um Partido – Base Política e Comportamento Eleitoral do PFL Pernambucano, que mostra um partido que definha eleitoralmente, mas que, na verdade, é hoje um partido forte, sendo, em Pernambuco, o que mais tem renovado suas lideranças.Para uma platéia formada por estudantes de Ciências Políticas da Universidade Federal de Pernambuco e tendo como presidente da mesa o professor Michel Zaidan, Duere afirmou que o que se dilui é a representatividade política, mas não o partido. “Ele tem identidade. Na AL são 17 partidos.”Teresa Duere ressaltou, ainda, que quando existe o crescimento de um partido, é claro que outro irá declinar. “O PSDB cresceu e alguém caiu. Mas não foi o PFL e, sim, o PSB.” E indagou: “Qual partido hoje tem renovação de militância jovem, senão o PFL? Este é um partido que busca a renovação. É um partido pragmático. É daí que vem a sua força e unidade”.Obreiro Segundo ela, o PFL sempre foi o obreiro da construção do Brasil. “Mesmo atingido em momentos conjunturais. O PFL tem a estabilidade eleitoral. Tem base fixa, permanente e sustentável da fixação partidária. O que está em declínio, é que ninguém representa um partido, uma doutrina. Pode-se não gostar da cara do PFL, mas não se pode dizer que ele não tem uma cara.”O deputado Augusto Coutinho também discordou das conclusões da tese do professor Roberto Santos Ramos, mesmo lembrando que de 96 a 2000 cresceram os partidos de oposição. “Mesmo assim, o PFL foi o terceiro partido que mais aumentou seu número de votos para Prefeitos. A oposição diz que somos um partido de grotão e que só ganhamos com cesta básica. Esta tese não funciona. Em 96, ganhamos a Prefeitura do Recife e em 90, o Governo de Pernambuco.”Para o coordenador dos debates, professor Michel Zaidan, o problema que impede que os partidos contribuam pa ra a democracia pode ser visto por conta da legislação e até pelo regime presidencialista. “Num país desta forma, o partido, para sobreviver, tem que ser pragmático. Esse pragmatismo seria uma forma de responder à legislação eleitoral.”Segundo as conclusões da deputada Teresa Duere, o PFL é um partido que convive com o contraditório, sem perder sua unidade. Duere lembrou que quem relatou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação foi o PFL, através do Senador José Jorge. E mais: “Quem levanta a questão do meio ambiente em Pernambuco não é o PV e, sim, o PFL, que também levanta a bandeira da ética. Partido que tem unidade, mas também liberdade. O que temos é que exercitar a democracia. Ela é que está frágil. Não o PFL.”
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