Lapa volta a atacar Governo Estadual e pede respeito à lei O líder do PSB, deputado Carlos Lapa, voltou ontem a criticar a postura do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) em relação a decisões administrativas no município de Carpina, dirigido pelo prefeito Joaquim Lapa, irmão do parlamentar. Acompanhado de cinco vereadores da cidade, Carlos Lapa acusou Jarbas de “inoperante, irresponsável e inconseqüente” por dificultar a cessão do Centro Social Urbano para a gestão municipal, como determinou a lei 11.839 do Executivo, aprovada na Assembléia Legislativa.
“O governo já deveria ter repassado o centro, porque a assinatura do convênio ocorreu há três meses, e não o fez ainda, para atender a interesses políticos do capitão da Polícia Militar, José Pires, que descumpre o regimento da corporação se metendo em atividades político-partidárias”, atacou Lapa. O socialista afirmou que o oficial da PM conseguiu nomear sua esposa, Maria Betânia Pires, para a direção do centro e está interferindo na administração, usando o nome do governador, indo às escolas apresentar seus candidatos aos diretores.
“O capitão da PM posou com o governador na coluna de Inaldo Sampaio do JC, dizendo que o centro não seria repassado para Carpina, demonstrando um total despreparo, porque para o convênio ser desfeito precisaria de nova lei”, afirmou Lapa. O deputado responsabilizou o capitão Pires pelo estímulo à invasão do centro por famílias sem teto. Lapa acusou ainda Maria Betânia pelo desaparecimento de 20 cadeiras, um botijão de gás e um frigobar pertencentes ao centro.
Ofensas- Em aparte, o deputado Henrique Queiroz (PPB) solicitou que o presidente dos trabalhos, deputado Jorge Gomes (PSB) retirasse das notas taquigráficas as “ofensas” dirigidas por Lapa contra o governador. Queiroz acusou Lapa de usar “discurso de ameaças no estilo palanque do interior” e defendeu “urgentemente” a aprovação do Código de Ética da Alepe para punir os excessos. Lapa contra-atacou, dizendo que Queiroz era deputado “sem causa” e sugeriu que fosse mais prudente.
Gomes rebateu Queiroz afirmando que todas as vezes que ocupou a Presidência sempre usou da tolerância com todos os parlamentares. “Posso cometer equívocos, mas não serei ditado por nenhum deputado”, disse. Queiroz esclareceu que não pretendia fazer “ingerência” nos atos do presidente e só solicitou que as ofensas fossem retidas.
COMO CHEGAR