Oposição ataca obra da BR depois de acidente

Em 09/11/2001 - 00:00
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Oposição ataca obra da BR depois de acidente O Líder do PT, Deputado Paulo Rubem, questionou ontem, na Assembléia Legislativa, a pressa do Governo do Estado na execução das obras da BR-232, fato que coloca em risco a segurança da população da área. Ele sustentou que as obras, num ritmo em que vem sendo tocadas, provocaram a morte de uma criança de cinco anos, atingida por um pedra oriunda das explosões feitas pelo Consórcio que constrói a 232.Paulo Rubem esclareceu que as obras de duplicação da rodovia, que vêm sofrendo atrasos há muito tempo, agora experimentam a pressão do Governo do Estado para recuperar o tempo perdido. Daí a decisão de fazer em 24 horas explosões que deveriam ser feitas em quatro dias e consequentemente gerar riscos imprevisíveis como a morte da criança.O líder petista adiantou que o Tribunal, em vários relatórios, alertou para o atraso no cronograma de execução da obra, falta de controle, de aplicação de sanções, mas o Governo do Estado preferiu não adotar providências. Mas ultimamente – acentuou – vem tentando contornar o atraso, e as empresas do Consórcio cuidam de acelerar os trabalhos, numa forma que ameaça a integridade física e a vida dos moradores da área.O deputado José Queiroz (PDT), em aparte, lamentou que o Governo se negue a entender o trabalho de vigilância da oposição, o imperativo de fiscalizar, defender o interesse público, bem como os argumentos técnicos sobre a imprudência de concluir a obra no período programado. Na sua opinião, melhor seria avançar dentro do possível e evitar riscos, imperfeições, que podem comprometer o esforço de duplicação.O Deputado Antônio de Pádua (PFL) estranhou que a oposição tente ignorar a grandiosidade da BR-232, a contribuição das empresas e das técnicas que estão sendo utilizadas, enquanto o Deputado Roberto Liberato, Vice-Líder do Governo, esclareceu que uma fatalidade não prejudica o empenho do Governo, do Consórcio, que visa concluir a obra e contribuir para o desenvolvimento de Pernambuco.Paulo Rubem finalizou afirmando que houve uma combinação de elementos perigosos, de riscos, fato destacado por um jornal local, e que o Governo e o Consórcio têm responsabilidade no acidente.

Assegurou que houve abuso do Consórcio, há pressão do Governo do Estado, e assim tornam-se imprevisíveis os efeitos da pressa na execução da obra, com explosões que lançam pedras a uma distância de 800 metros. Intertítulo – O deputado Paulo Rubem (PT) chamou à atenção da Casa o projeto de lei no.

983/2001, de autoria do Poder Executivo, que trata da liberação de crédito de R$ 74 milhões e 104 mil para o pagamento da dívida pública. O que provocou o protesto do parlamentar foi a discrepância entre os investimentos do Governo em obras sociais e o pagamento da dívida interna e externa, estas estimadas em mais de R$ 4 bilhões. “Pernambuco está virando um estado onde só se paga dívida”, afirmou. Segundo dados apresentados por ele, apenas alguns milhões foram investidos em obras, enquanto o montante gasto com juros e encargos do déficit estadual chega a R$ 376 milhões.O dinheiro seria obtido com os recursos obtidos da venda da Celpe, o que causou outra reclamação do petista.