CPI entrega relatório ao Ministério Público Integrantes da CPI dos Medicamentos entregaram ontem, ao procurador geral de Justiça, Romero Andrade, cópias do relatório final e dos documentos recolhidos nas investigações. Os trabalhos geraram um total de 5.156 páginas, que foram reunidas em 27 volumes de pastas. Os parlamentares Sérgio Leite (PT), presidente da CPI, Ranílson Ramos (PPS), relator, Augustinho Rufino (PSDC) e João de Deus (PL), reafirmaram a expectativa da continuidade das investigações, que apontaram diversas irregularidades, como roubo de cargas de remédios, importação irregular, sonegação fiscal, tráfico de drogas e abortos ilegais.
“Trazemos uma síntese de tudo que apuramos, em muitos casos não foi possível avançar mais e, para isso, esperamos a contribuição do Ministério Público”, destacou Leite. Romero Andrade afirmou que o relatório e seus anexos seriam distribuídos para a Promotoria da Saúde e para o Centro de Apoio Operacional de Fundações e Sonegação Fiscal. “Esperamos que os documentos e o relatório da CPI tenham consistência, com indícios de irregularidades que justifiquem a ação do MP”, afirmou Andrade.
Conteúdo Leite destacou que o material continha as notas taquigráficas das reuniões da CPI, as quebras de sigilos bancários de pessoas envolvidas nas irregularidades, as prisões em flagrante e todos os documentos reunidos durante os trabalhos. “Esperamos que o Ministério Público consiga avançar nas investigações para que tenhamos abertura de mais processos e punições para os culpados”, reafirmou o presidente da CPI dos Medicamentos. Leite lembrou que a ação da CPI gerou prisões em flagrante e desmantelamento de rede de tráfico de medicamentos como o Dolantina, que é comprado por cerca de R$ 1,00 cada comprimido e chega a ser vendido por R$ 40,00.
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