Violência no Estado terá relatório da AL A Comissão Parlamentar de Inquérito da Violência, instalada em janeiro deste ano, prepara-se para apresentar circunstanciado relatório sobre os meses em atividades, quando dedicou tempo integral a investigações em torno da violência no estado. Presidida pelo deputado Pedro Eurico, a CPI ouviu mais de 20 pessoas envolvidas em crimes, gente da capital e de vários municípios, deslocando-se a cidades da Área Metropolitana ou a pontos distantes do alto Sertão.A CPI não tem função constitucional de julgar, como esclarece Pedro Eurico, e todos os integrantes têm ciência de suas prerrogativas. Por tal, partiu para ações investigativas, acumulando farta documentação para o relatório que o deputado Marcantônio Dourado concluirá em dez de outubro, com sugestões de medidas legislativas e administrativas a serem tomadas pelas autoridades federais, estaduais e municipais. No intenso trabalho de natureza mais técnica que, por exemplo, a CPI do Narcotráfico, seus integrantes realizaram pesquisas nas áreas criminais e policiais, reunindo no relatório, um quadro geral e real sobre processos e inquéritos em longa e inexplicável tramitação, em prejuízo visível à sociedade e em benefício dos que ferem a lei. Pedro Eurico tem em vista, agilização de processos “dormindo” nas gavetas em sono sossegado. Crime chocantes, assassinatos sem motivos, criminosos sem punição agredindo a cidadania. Contra isso precisamente é que se insurge a CPI da Violência. Casos de maior repercussão foram investigados, provocando ação firme dos parlamentares. O presidente Pedro Eurico assegura não haver pretendido em momento algum ferir autonomia de outros Poderes, não tendo essa veleidade: “Mas sim colaborar com esses Poderes, num trabalho racional e integrado”, cumprindo a finalidade, a missão, a que se propôs a CPI. No caso dos índios Xucurus, agora em tempo quente em face de problemas relacionados com o Santuário de Cimbres, ele observa ter feito as devidas advertências às autoridades de tudo que foi apurado em Pesqueira, quando a CPI ouvir os lados envol vidos: um índio e um fazendeiro. Em Pesqueira há em verdade uma relação conflituosa entre as tribos xucurús e os fazendeiros, temendo-se confrontos graves entre as partes. Preparando detalhado relatório, a CPI não se deslocará mais para o interior, considerando terminada sua missão. Autoridades e Imprensa serão convocadas para apresentação do relatório no dia 10 de outubro, no Auditório da Assembléia. (Antônio Azevedo)
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