Discussão sobre BR-232 tem como base documentos não conclusivos A duplicação da BR-232 voltou a ser debatida ontem na Assembléia Legislativa.
Diante das repetitivas acusações da oposição sobre suspeitas de irregularidades na obra e da defesa dos governistas, garantindo não haver problemas com os preços praticados, o deputado Pedro Eurico (PSDB) criticou a continuidade da discussão tendo como base documentos ou posições não conclusivas. “É precipitado se usar entrevistas de rádio do presidente do Tribunal da Contas do Estado (TCE) ou pareceres para alimentar esta discussão porque tudo isso não é conclusivo, logo pode ser objeto de mudança”, afirmou Eurico, em aparte ao líder da oposição, deputado José Queiroz.
O deputado tucano afirmou ser importante a fiscalização da obra pelos deputados e se disse preocupado porque “muitas vezes não se quer fiscalizar, se quer ficar contra a obra”. Eurico ressaltou não acreditar que Queiroz como ex-prefeito de Caruaru seja contra a duplicação e concluiu: “Será que não existe outro assunto a ser debatido, porque este debate sobre a BR com o nível de ansiedade que está se dando não constrói”.
No seu pronunciamento, Queiroz voltou a afirmar que o presidente do TCE não assegurou que a obra está livre de corrupção e leu trecho nesse sentido da nota publicada nos jornais de ontem pelo conselheiro Adalberto Farias. Pouco antes, o vice-líder do governo, deputado Roberto Liberato (PL) tinha apresentado sua análise sustentando que Farias tinha isentado a obra de irregularidades. Para completar, o líder do PMDB, deputado Hélio Urquisa sugeriu que fosse feita uma confrontação da entrevista de Farias dada a Rádio 105 FM e as matérias sobre editadas nos jornais de ontem sobre a questão. “É melhor não confrontar”, concluiu Queiroz. (Pedro Marins)
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