Negromonte ataca posições de petista sobre segurança

Em 22/11/2001 - 00:00
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Negromonte ataca posições de petista sobre segurança Diante do acirramento da discussão sobre o projeto 993 e as cobranças da Oposição sobre medidas de combate à violência, o primeiro-secretário da AL, deputado João Negromonte (PMDB), saiu na defesa do Governo do Estado. O parlamentar condenou a presença de cinco coronéis anteontem no Plenário, momentos antes da votação da matéria, quando eles entregaram ao presidente Romário Dias cópia de um dossiê com acusações contra o comandante da Polícia Militar. “Não podemos aceitar, não é correto que os coronéis venham fazer qualquer tipo de pressão”, reclamou.Negromonte se queixou do comportamento do deputado Sérgio Leite (PT) e afirmou que ele faz “terrorismo” no encaminhamento das questões de segurança. Justificou que três anos da administração estadual não são suficientes para fazer tudo. Disse que o comportamento de Leite era “uma falta de respeito com a Polícia Militar” e criticou a gestão petista no Rio Grande do Sul por não combater a violência de forma efetiva. “Não dá para fazer terrorismo com a segurança e querer transformá-la em cavalo de batalha eleitoral”, acusou Negromonte, prevendo que, desta forma, “a campanha do ano que vem será violenta, com ataques pessoais”.De acordo com o primeiro secretário, Leite “cultiva a violência como se cultiva flores” e não admite “enaltecer o trabalho do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil”, no desmantelamento da quadrilha de seqüestradores chefiada pelo foragido John Caetano, o Jones. Ainda se referindo ao petista, Negromonte disse ele precisa se conter, porque “quem diz o que quer, pode ouvir o que não quer”.Aparte – André Campos (PTB) retrucou o tom do discurso de Negromonte. “Este não é o vereador democrata que eu encontrei na Câmara do Recife”, afirmou, classificando o pronunciamento do peemedebista de “raivoso e ameaçador”. Ele reafirmou que o projeto 993 era inconstitucional e que a Oposição foi “atropelada”. Negromonte negou ter usado tom ameaçador e disse que Campos tinha comportamento “xiita” e não era “o getulista que deveria ser”.