Crucho: lusitano com alma pernambucana Em solenidade presidida pelo deputado Romário Dias, presidente da AL, o empresário português Júlio Crucho Cunha recebeu na quinta-feira passada a cidadania pernambucana, projeto apresentado pelo deputado Gilberto Marques Paulo. Foi uma noite de confraternização luso-brasileira, associando-se as duas comunidades no apreço ao homenageado, que deixou terras lusitanas há quase meio século, integrando-se aos ares tropicais e aqui fixando-se. Vencedor O deputado Gilberto Marques Paulo assinou o projeto da cidadania a Júlio Crucho e justificou ser ele merecedor por suas qualidades pessoais e ser emigrante “da grande pátria Portugal, cuja ação civilizadora faz parte do nosso passado histórico e que muito contribuiu na formação da nacionalidade brasileira”.
“Natural de Penamacor, distrito da cidade de Castelo Branco, província de Beira Interior, o guapo rapaz de 21 anos embarca para o Recife onde encontra a estima, o apoio, a confiança do empresário Luís Dias, do Grupo Dias, já se firmando em 1957, entre o empresariado local”. Depois de experiências com alguns negócios, Crucho abriu o restaurante Dom Pedro, na rua do Imperador, hoje referencial no setor gastronômico e cultural recifense, convergência de intelectuais, políticos, jornalistas. Paralelamente, estabeleceu-se com o Hotel Imperador, ampliando os negócios. Gilberto Marques Paulo anota que além dos muitos afazeres com hotel e restaurante, Júlio Crucho atua na diretoria de várias entidades e há poucos dias foi ao Rio de Janeiro assumir cargo de conselheiro na Federação Nacional de Hotéis, Bares e Similares: “Esta Casa Legislativa acertou ao conceder-lhe o título honorário de Cidadão de Pernambuco, reconhecendo sua luta de soerguimento humano, vencendo a pobreza de origem para construir a felicidade que todo ser aspira, sem esquecer seu passado com a dignidade e honradez de sempre”. Experiência Júlio Crucho Cunha, sensibilizado com a cidadania pernambucana, agradeceu a iniciativa do ex-deputado Byron Sarinho e do deputado Gilberto Marques Paulo, e recordou a vinda ao Brasil para somente dois anos, cumprindo contrato comercial.
Permanência de apenas 24 meses que todavia se prolongou nesse quase meio século de vivência em terras pernambucanas. Mesmo saudoso dos ares lusitanos, o recém- chegado logo se adaptou aos trópicos e o resultado é bem conhecido; depois do contrato de dois anos, a decisão de ficar, abrir negócio próprio: ” Os laços com Pernambuco consolidaram-se quando decidi constituir família em l965.
Aprendi a colecionar experiências que me fizeram um verdadeiro brasileiro”.
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