Marcos aponta erros na Saúde “Venho à tribuna nesta tarde para denunciar minha insatisfação com o tratamento diferenciado no setor da saúde”; desta forma o deputado José Marcos (PFL) começou seu pronunciamento ontem no plenário da Assembléia. Marcos denunciou que o Governo Federal discrimina a região Nordeste no tocante ao repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS): segundo dados do deputado, o paciente nordestino tem um custo médio de R$ 59 por ano para o governo, enquanto que em estados do Sul a quantia é muito maior. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a média anual é de R$ 96. “Todos sabemos dos diferentes contextos regionais, mas não é possível que pessoas que necessitam do mesmo tratamento estejam recebendo tratamento tão desigual por parte do Ministério da Saúde”, disse Marcos. A justificativa seria a de que a região Sul necessita de serviços de saúde de maior complexidade do que o Nordeste. Ele exortou os deputados, tanto da situação quanto da oposição, a formar uma frente de luta contra essa política de diferença do Governo Federal.O parlamentar foi saudado por ambos os lados.
Antônio Moraes, do PSDB, parabenizou a iniciativa de Marcos e declarou que iria encaminhar, junto à sua bancada, uma moção sobre o assunto para seu colega de partido e ministro José Serra. O deputado socialista Jorge Gomes se declarou um defensor do SUS desde a sua implantação, no começo da década de 90, mas admitiu que “o maior problema do sistema é o repasse de seus recursos financeiros, sujeito a arbitrariedades”.Hemope – José Marcos ainda lembrou o débito de R$ 3 milhões que o SUS tem com o centro de hemoderivados Hemope por serviços prestados. Segundo ele, o valor ainda não foi quitado porque o teto financeiro determinado para o SUS é insuficiente. “Conclamo os parlamentares desta Casa, o Governador, o Secretário da Saúde e outras entidades para lutarmos por mais recursos para a saúde, que implica no resgate da cidadania aos menos favorecidos”, finalizou.
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