Recursos Hídricos em debate na AL A polêmica quanto à perfuração de poços artesianos e a necessidade de conscientizar a população sobre o uso racional dos recursos hídricos foram os principais assuntos discutidos ontem, na reunião da Comissão de Defesa da Cidadania, presidida pelo deputado João Braga (PV).O encontro contou com a presença do presidente da Companhia Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH), Edrise Aires, da diretora de Planejamento do Sindicato das Empresas de Perfuração de Poços Tubulares, Tereza Cristina Campos, e do geólogo da Compesa, Hélio Paiva.A precariedade da rede de distribuição da Compesa foi apontada como o principal problema de abastecimento d´água por Tereza Cristina. Ela defendeu a necessidade de perfuração de poços artesianos para garantir um abastecimento adequado. “Só existe poço porque a Compesa não atende à demanda”, afirmou.A diretora de Planejamento do sindicato disse ainda que é preciso reavaliar a proibição de poços artesianos em algumas áreas. Segundo ela, os empresários do setor têm interesse em fazer o trabalho de perfuração de forma responsável, preservando o manancial. Tereza Campos disse também que é preciso educar a população para evitar o desperdício.A CPRH reconheceu que o trabalho de controle do gerenciamento d´água ainda está aquém do que deveria ser feito.
Edrise Aires informou que nos últimos quatro anos foram licenciados mais de dois mil poços. Este ano, foram mais de 200. Ele explicou também que a interferência da CPRH na construção dos poços é uma forma de controle. Aires concordou com Tereza Cristina sobre a necessidade de conscientizar a sociedade sobre o fato da água se constituir em um recurso estratégico e que deve ser preservado. Ele disse que em algumas áreas, como Aflitos, Espinheiro, Arruda, não é necessária a perfuração de poços, que só acontece por falta de informação e pela cultura do desperdício.Um novo encontro será promovido pela Comissão, segundo João Braga. (CA)
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