Israel condena guerra contra a Faculdade de Teologia do Recife O deputado Israel Guerra (PSDB) criticou ontem, na Assembléia Legislativa, a sanha fiscalizatória que se abate sobre alguns órgãos em Pernambuco, citando como exemplo o noticiário sobre a Faculdade de Teologia Evangélica do Recife.
Ele considerou responsáveis pelo fato os grupos que exploram a educação e não se conformam com a postura da Fater, que cobra mensalidades baratas.
Israel Guerra explicou que não é novidade, no Estado e no País, o funcionamento de faculdades, de instituições de ensino, que ficam à espera de reconhecimento do Ministério da Educação. No caso da Fater, houve cumprimento das exigências, fornecimento dos documentos, de sorte que a faculdade está em processo de reconhecimento. Não é, portanto, uma organização ilegal.
O deputado Pedro Eurico (PSDB), em aparte, estranhou que o parlamentar, “por ser evangélico, deixe de lado seus bons propósitos e seriedade para defender uma arapuca, uma armação”. Assegurou que a Fater é um caso de polícia, devia ser tratado como tal, e não pode ficar sendo examinada pela Secretaria de Educação ou pelo Ministério de Educação.
Pedro Eurico acusou os dirigentes da faculdade de lesar a boa fé dos alunos e vir tirando dinheiro de mais de 5 mil jovens, que desconhecem a sua situação irregular e a falta de condições para funcionar. Argumentou que funciona em galpão, não tem biblioteca, estrutura adequada, e não passa de um caso de estelionato, não podendo ser tida como unidade de ensino em processo de reconhecimento.
Israel Guerra lamentou o entendimento de Pedro Eurico, a confusão que faz sempre entre retórica e conteúdo, reafirmando que a Fater já conta com pareceres favoráveis do Ministério da Educação. A instituição tem à sua frente pessoas de respeito, como o professor Hildelbrando Alves, e a desperta a ira de setores que cobram mensalidades de 500 a 600 reais, enquanto a Fater cobra mensalidades de 200 reais, compatível com sua destinação e objetivos.
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