Deputados vão lutar para manter sede da Chesf no Estado Um apelo veemente no sentido de não permitir que a Companhia de Energia e desenvolvimento de Recursos Hídricos do Nordeste (CEDHN), futura substituta da Chesf, seja instalada na Bahia. Esta foi a indicação apresentada ontem pelo deputado Lula Cabral (PMDB). O parlamentar defende como “lógico e racional” a locação da sede da nova estatal no mesmo local das atuais instalações da Chesf, no Recife. Após o discurso de Cabral, o presidente da Assembléia, Romário Dias (PFL), também se manifestou sobre o assunto.
Romário Dias afirmou que “não podia se calar” diante desta questão e lembrou que a Comissão de Desenvolvimento Econômico deve pedir providências junto ao ministro das Minas e Energia, José Jorge (senador pernambucano licenciado) “para resolver este problema que se confirmado é uma agressão a Pernambuco”. A intenção dos deputados pernambucanos é convencer o ministro e a presidência da República a não instalar a Companhia na cidade de Paulo Afonso (BA).
Segundo Cabral, a medida iria provocar uma série de danos ao Estado. “Até entendo que os líderes políticos queiram interiorizar a gestão, mais não há como levar milhares de famílias de funcionários da Chesf para o interior da Bahia”, disse o deputado ao ler artigo do presidente da Chesf, Mozart Siqueira.
“A decisão deve ser técnica, não política. A sede deve ficar em Pernambuco porque o Estado mantém uma posição de neutralidade, enquanto Alagoas, Sergipe e Bahia, de um lado, e Ceará, paraíba e Rio Grande do Norte, do outro, divergem sobre a questão da transposição”, defendia o texto.
O intuito da Comissão é intervir o mais rápido possível para impossibilitar a realização da transferência, como deseja o deputado federal José Carlos Aleluia (PFL-BA). “Essa é uma questão importante e séria, que, como já dissemos, irá afetar afetar diretamente a economia de nosso Estado, além da perda irreparável de prestígio no cenário político Nacional”, finalizou Lula Cabral
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