Guerra pede medidas para proteger colonos de Ibimirim O deputado Israel Guerra (PSDB) sugeriu ontem que o Poder Judiciário e o Banco do Brasil adotem medidas para assegurar aos colonos do Perímetro Irrigado do Moxotó, em Ibimirim, acesso ao crédito visando a produção agrícola. “Alguns colonos da cooperativa – esclareceu – estão sendo privados de tal benefício, por força de uma ação do Banco do Brasil”.
Israel Guerra relatou que a Cooperativa de Ibimirim, em 1989, contraiu um empréstimo junto ao Banco do Brasil e cuidou de produzir 1 milhão de toneladas de tomate. A decisão foi tomada tendo em vista contatos com empresas, indústrias, sobretudo de Pesqueira, que deveriam adquirir e garantir o pagamento dos recursos conseguidos com o Banco do Brasil.
“Depois de muito trabalho, as indústrias não cumpriram com sua parte e assim os colonos, a Cooperativa, tentaram colocar a produção noutras cidades, Estados, conseguindo afinal um total de 62 milhões de cruzeiros. Os recursos foram entregues ao Banco do Brasil, que depois decidiu cobrar correção monetária”, afirmou Guerra.
Diante da ação do Banco, os agricultores entraram na justiça e terminaram vencendo a questão, através do reconhecimento de que a instituição não podia cobrar a correção monetária. Apesar disso, o Banco colocou como devedores, a Cooperativa e também colonos do perímetro, que estão impedidos de ter acesso a empréstimos e financiamentos.
Israel Guerra assegurou que tal situação está prejudicando a produção dos colonos de Ibimirim, o que exige ação urgente da justiça e também o concurso da direção do Banco do Brasil. Nesse sentido, a Cooperativa pretende encontrar uma saída e resolver a questão sem pagamento da cobrança de correção, que a justiça considerou ilegal.
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