Audiência debate ensino do francês nas escolas

Em 14/08/2002 - 00:00
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Audiência debate ensino do francês nas escolas Deficiências no ensino do idioma francês em Pernambuco foi a pauta de debates da Audiência Pública da Comissão de Educação e Cultura, presidida pelo deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB), ontem, pela manhã.

A reunião foi sugerida pelo deputado Sérgio Leite (PT), com a finalidade de discutir as razões que colocaram a língua francesa em posição desconfortável quando comparada com o inglês, dominante tanto na rede pública quanto na particular.

O deputado petista observou que, em face do descaso total, o idioma de uma nação com tradicionais vínculos culturais e forte parceria comercial com o Brasil, como sempre foi a França, ficou relegada a plano inferior. Gilberto Marques Paulo foi incisivo: “A Comissão de Educação, apoiada pela Assembléia Legislativa, aguarda documentação com reivindicações dos professores e associações, para audiência com o secretário Francisco de Assis, da Educação e Cultura”. Ele prometeu um “firme desdobramento” em defesa da mobilização agora iniciada.

Em virtude de notório desinteresse de algumas escolas em ensinar o francês, a Comissão de Educação e Cultura integra-se agora com o movimento, não restrito apenas à Capital. Tanto que o auditório da Alepe estava literalmente lotado, com alunos e professores de vários municípios, entre os quais Cabo, Caruaru, Carpina e Pesqueira. Os visitantes ouviram do deputado Sérgio Leite uma Aula de Cidadania, quando tomaram conhecimento do funcionamento de uma Casa Parlamentar, visitando, ainda, as instalações da Assembléia Legislativa.

Numa demonstração de que partem realmente com muita disposição para reverter o quadro, Gilberto Marques Paulo e Sérgio Leite relembraram lutas anteriores, contabilizando vitórias significativas, como o ensino de Sociologia e Filosofia, leis já aprovadas no Estado.

A Aliança Francesa conta, atualmente, com 500 alunos nos núcleos de Boa Viagem e Derby, mas projeta atingir mil matrículas em dois anos. Os diretores Carole Scipion e Armando Reis vibraram com o apoio da Comissão de Educação e Cultura ao movimento em defesa do idioma francês.