Comissão vê perigos de posto em supermercado

Em 13/08/2002 - 00:00
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Comissão vê perigos de posto em supermercado Preocupados em garantir segurança para os consumidores e funcionários do Carrefour, os deputados integrantes da Comissão Especial que analisa a instalação de um posto de gasolina nas dependências do supermercado realizaram, no final da tarde de ontem, a primeira audiência pública para discutir a questão. Após o debate com representantes da Prefeitura da Cidade do Recife, do Corpo de Bombeiros Militar, da Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), do Sindicato dos Donos de Postos de Combustíveis e do próprio Carrefour, os parlamentares começaram a agir na busca do entendimento.

“Precisamos encontrar uma saída para proteger a população”, afirmou o presidente da Comissão, deputado Antônio Moraes (PSDB). O próximo passo será uma visita às obras nesta quinta-feira (15) às 11h, quando serão verificadas as condições de instalação do posto e os riscos de acidentes de grandes proporções caso ocorra vazamento de combustível. Para obter a licença de instalação, o Carrefour conseguiu, através de liminar na Justiça, suspender os efeitos de um decreto municipal que congelava a análise desses processos.

Com isso a PCR teve que aprovar o posto, já que a legislação vigente não impedia o seu funcionamento dentro do estacionamento ou a menos de 200 metros de viadutos, como é o caso. No último dia 19 de julho, a Diretoria de Controle Urbanístico da PCR embargou a obra porque encontrou diferenças do projeto original. O advogado do Carrefour, Emílio Lins alegou que as alterações foram para reforçar a segurança do local.

Em 23 de julho, entrou em vigor nova lei municipal com normais mais rígidas. O presidente do Sindcombustíveis, Joseval Alves e o representante da CPRH, Geraldo Miranda se posicionaram contra o novo posto. O tenente coronel Carlos Casanova, alegou que o parecer favorável dos Bombeiros para a obra foi concedido porque a lei permitia. “A inadequação da obra se mostra evidente e com certeza não faltará bom senso ao Carrefour”, previu o deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB).