Romário Dias faz elogios a Caxias no Dia do Soldado Opresidente da Assembléia Legislativa, Deputado Romário Dias, enalteceu ontem o Patrono do Exército Brasileiro, Luis Alves de Lima e Silva, “figura exemplar nas Forças Armadas e na vida nacional, que deixou uma imagem de profissionalismo e patriotismo para todas as gerações. Ele lembrou a trajetória do Duque de Caxias no contexto da Independência, o bom senso e a humildade mesmo diante de inquestionáveis vitórias, de sedições que comprometiam a lei, a ordem jurídica e a unidade da Nação”.
O parlamentar lamentou que, este ano, as homenagens ao Dia de Soldado sejam marcadas pela redução de recursos para o Exército Brasileiro. Acrescentou que a medida, “conduziu as Forças Armadas, sobretudo as de terra, a uma drástica dispensa de jovens recrutas, num total de 44 mil, fato inédito na história recente do País”.
Romário Dias estranhou a decisão do Governo Federal, pois “a persistirem os cortes e contingenciamentos no orçamento do Exército, outras medidas de cunho restritivos serão tomadas, com o risco de desativação de organizações militares”. Esclareceu que o Brasil, por razões econômicas e de grandeza territorial, adotou a dissuasão e a presença como estratégias básicas de defesa, concepções que continuam válidas e adequadas à realidade nacional.
O chefe do Legislativo Estadual reconheceu ser grave a crise econômica e que são inevitáveis as restrições impostas à Nação, mas “soberania não convive com descaso, nem se comprova com retórica”. Assim acrescentou, “é um equívoco a tentativa de conduzir as Forças Armadas ao sucateamento, à degradação, ao aviltamento, de sorte que há necessidade de orçamento consistente e equilibrado e, sobretudo, postura de Governo”.
O deputado Sebastião Rufino (PFL), em aparte, elogiou a posição do parlamentar criticando a redução de recursos para as Forças Armadas. Ele sugeriu convênios entre o Governo Federal e as Forças Armadas para evitar que haja redução de jovens na prestação do serviço militar.
Romário Dias aceitou a sugestão e acrescentou que “há urgência em somar esforços dos Estados, das instituições democráticas e das Forças Armadas, de forma que se mantenha o serviço militar, a força do Exército brasileiro, onde os jovens aprendem lições de defesa e amor ao País. O presidente adiantou que um general, depois de anos de dedicação, “quase sempre ganha menos do que um integrante do Legislativo, ou do Judiciário, mas sempre continua atento aos problemas do País, ao interesse nacional, aos ideais de unidade da Nação”.
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