Guerra cobra retomada de irrigação no Sertão O deputado Israel Guerra (PSDB) voltou a criticar, ontem, no Plenário, o atraso nas obras de irrigação em Ibimirim, Sertão do Moxotó. Segundo ele, isso compromete o desenvolvimento econômico da região. O projeto, de acordo com o parlamentar, está parado há seis anos e beneficiaria cidades da área, como Arcoverde e Inajá. O alvo maior das críticas foi o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), responsável pelos trabalhos.
Israel Guerra informou que a obra de irrigação no perímetro de Ibimirim tem cerca de dez mil hectares e está localizada sobre uma bacia com capacidade para três bilhões de metros cúbicos de água. “Trata-se de um dos melhores solos para plantação localizado no Sertão”, observou. O atraso no projeto provocou o colapso do manancial que alimenta o Açude Francisco Sabóia, conhecido como Poço da Cruz.
Para o deputado, o DNOCS poderia ter recomeçado as obras entre os meses de dezembro de 2000 e janeiro de 2001, quando o grande volume de água das chuvas contribuiu para a elevação do nível do açude para 200 milhões de metros cúbicos. “Mesmo assim, o DNOCS não tomou providências quanto à retomada das obras.” “Eu, prefeitos, vereadores e representantes das comunidades estivemos no DNOCS para exigir uma posição, mas nada foi feito para a implantação dos canais de irrigação do Ibimirim”, diz o deputado. Guerra pede a interferência do governador Jarbas Vasconcelos para a retomada das obras.
Segundo ele, um de cada dez mil hectares de irrigação gerará três empregos diretos, “muito mais do que a obra de Suape”.
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