Junta Comercial não vai mais para a Rua Imperial

Em 24/09/2002 - 00:00
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Junta Comercial não vai mais para a Rua Imperial A Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe) vai continuar no Parque 13 de Maio, onde funciona há mais de 20 anos, embora o Governo do Estado tenha planejado transferi-la para a Rua Imperial, na antiga sede do Detelpe. O projeto de mudança esbarrou na mobilização dos 120 servidores da Jucepe. A Comissão de Cidadania da Assembléia Legislativa intermediou as negociações.

Nesse sentido, foi realizada, em agosto, uma audiência pública, convocada pelo deputado Sérgio Leite (PT), para debater o problema. Ontem pela manhã, o parlamentar esteve na Secretaria de Administração discutindo alternativas que atendessem tanto ao Governo, que insistia na transferência, quanto aos funcionários, que não aceitam o local já reservado para a Jucepe, na Rua Imperial. Segundo eles, a área (bairro do Coque) “é muito crítica quanto à segurança”.

Sérgio Leite reuniu-se com o coordenador de negociações da Secretaria, Júlio Jonas; a diretora de Patrimônio, Mônica Echeverria; o presidente da Junta Comercial, engenheiro Marcelo Corte Real; e uma comissão de servidores liderada por Renilson Oliveira, coordenador do Sindicado dos Servidores Públicos Civis do Estado de Pernambuco (Sindserpe). A comissão entregou a Jonas um abaixo-assinado com 1.200 assinaturas. O documento, dirigido ao governador Jarbas Vasconcelos, solicita o cancelamento da transferência da Jucepe para o Coque.

Diante dos argumentos, ficou decidido que a Secretaria de Administração fará um levantamento em torno de imóveis federais, estaduais e municipais e, dentro de 30 dias, apresentará os resultados, cabendo, posteriormente, a uma comissão escolher o melhor espaço para a nova sede da Jucepe. Inclusive, será verificada uma área para eventual construção de uma nova sede, permitindo à Jucepe “um funcionamento concentrado, mais racional”. Corte Real lembrou que, atualmente, a Junta Comercial está num antigo prédio residencial, mantendo uma unidade na Rua Imperial. “Isso provoca demora na entrega de documentos, entre outros percalços operacionais”, afirmou.

Em tom incisivo, Renilson Oliveira frisou não ser contra a mudança da sede atual, mas sim contrário à ida para o Coque, onde os servidores “vão se sentir inseguros”. Para ele, apesar das famílias que residem no bairro, “a área transformou-se, sem dúvida, num local absolutamente inseguro, sem garantia da integridade dos servidores.” Para Sérgio Leite, o encontro de ontem foi “muito positivo”. Para ele, a negociação com o Estado foi um desdobramento da audiência pública ocorrida em agosto. “Em breve, tenho certeza que será encontrada uma solução para a pendência, sem que os servidores sejam prejudicados”.