Uso ilegal de farda da PM é criticado A suspeita do uso indevido de fardamento da Polícia Militar (PM) por dois atores que participaram da carreata da Frente Estadual de Esquerda (PT/PL/PCdoB/PCB/PMN), no último domingo, foi motivo de vários protestos na reunião de ontem, da Assembléia Legislativa. O primeiro a contestar foi o deputado Lula Cabral (PMDB), que considerou o ato “um desrespeito”. O deputado Sebastião Rufino (PFL), coronel reformado da PM, também saiu em defesa da instituição. Rufino cobrou tratamento digno para corporação e seu pronunciamento recebeu apoio dos deputados Gilberto Marques Paulo (PSDB) e Hélio Urquisa (PMDB), que reclamaram do exagero da crítica dos atores.
“A forma como o PT se comportou na carreata foi um achincalhe a uma instituição séria, que tem passado ilibado e uma extensa folha de serviços prestados à coletividade pernambucana”, afirmou Rufino. Os atores representaram a forma como os detentos fugiram do presídio de Igarassu.
De acordo com o parlamentar pefelista, a PM tem um passado positivo e não pode ser vítima de “brincadeiras sem sentido que não contribuem para a democracia”.
Marques Paulo elogiou a atuação da PM e considerou o gesto dos atores “um despautério, um despropósito contra uma instituição séria”. O deputado tucano afirmou ter se surpreendido com a forma como os oficiais receberam a ofensa.
“Louvo o comportamento de equilíbrio da PM, que não reagiu diante de uma ação político-eleitoral urdida para expor os candidatos governistas”, completou.
No mesmo sentido, Urquisa afirmou que só a PM tem legitimidade para usar a farda. Lembrou que além dos investimentos em equipamentos e viaturas, o Governo está capacitando 1.200 policiais em convênio com a Universidade Federal de Pernambuco.
No seu pronunciamento, Lula Cabral elogiou a atitude dos policiais militares por terem apreendido o fardamento dos dois atores. “O uniforme da PM é o símbolo da honra de uma instituição com mais de 177 anos de existência” lembrou. Segundo Cabral, tentaram, “de forma sórdida”, estabelecer perante a sociedade que os policiais participaram da fuga dos detentos, e os cidadãos não podem assistir passivamente a uma encenação de caráter político-eleitoral desse tipo. “A Polícia é formada em sua esmagadora maioria por pessoas sérias e honradas”, frisou
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