Oposicionistas divergem sobre decisão do TSE A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de verticalizar as coligações partidárias ainda continua provocando insatisfações e gerando dúvidas no meio político. O líder da Oposição, deputado José Queiroz (PDT) e o deputado Ranilson Ramos (PPS) divergiram ontem, sobre o tema em pronunciamentos onde comentaram as decisões do TSE.
Queiroz criticou o fato do TSE, mesmo sendo “suprema corte”, ter se omitido sobre várias questões, deixando dúvidas para serem esclarecidas através de consultas. Ramos afirmou que a lei eleitoral é clara e a resolução do TSE foi publicada no Diário Oficial, sem deixar dúvida alguma sobre as possibilidades de coligações.
Para Queiroz, o TSE deveria ter analisado os vários meandros da questão “para não causar problemas” para as eleições gerais de outubro. “Não compreendi a verdadeira intenção do TSE. Se fosse para aperfeiçoar os partidos e evitar a exploração de legendas nanicas, nós aplaudiríamos”, disse o líder da Oposição.
De acordo com Queiroz, a verticalização não contribui para a reforma política e poderá servir para “conturbar o processo eleitoral”.
Em resposta, Ramos afirmou que o TSE foi competente e disse que a verticalização é a interpretação do ditado: Quem pode mais pode menos. “O menos são as coligações estaduais”, afirmou Ramos, aproveitando para criticar o presidente estadual do PPS, Elias Gomes (prefeito do Cabo de Santo Agostinho) por defender a unidade das esquerdas, enquanto o seu Partido já definiu uma aliança com o PDT e o PTB.
O deputado Jorge Gomes (PSB) também entrou no assunto, lembrando que na ditadura militar os Atos Institucionais, os casuísmos “deixavam todos atônitos e todos tinham um só caminho para combater”. Mas, “os casuísmos de hoje fazem os companheiros da oposição se desentenderem”, concluiu.
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