O Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade de Pernambuco (HUOC/UPE), foi vistoriado, ontem, pela Comissão de Saúde. A falta de recursos e de profissionais é o maior problema, segundo a diretoria da unidade. No início deste ano, por exemplo, o HUOC inaugurou um pavilhão com 128 leitos, mas o local continua sem atender a população. “Foram investidos R$ 6 milhões (recursos federal e estadual), porém não funcionamos devido à falta de pessoal.
Se o local estivesse sendo utilizado, geraria uma renda mensal de, aproximadamente, R$ 300 mil”, lamentou o coordenador-médico do HUOC, Fernando Cruz.
Um passivo de R$ 5 milhões e uma dívida junto à Compesa, pendente há quatro anos, são outros problemas preocupantes. Segundo Cruz, o Ministério da Saúde efetivou um empréstimo de R$ 2,5 milhões, que será pago em dez meses. “Aliviou um pouco o sufoco, mas há pendências. O hospital contratou funcionários que estão sendo pagos com recursos do SUS. Isso é reprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e não temos outra opção.” “O hospital ampliou estrutura e não aumentou seus recursos, por isso, na minha gestão, não construirei nada. A prioridade é colocar para funcionar o que está pronto”, declarou o diretor do HUOC, Ricardo Coutinho. Ele ressaltou que o Ministério da Saúde tem colaborado e que cabe ao Estado acelerar a implantação da gestão plena, repassando para os municípios o gerenciamento de serviços e recursos da saúde. “Os que se adequaram a esse novo formato estão recebendo do Sistema Único de Saúde (SUS) R$ 7,50 por consulta. Os que não se enquadraram ficam com um repasse de R$ 2,50 pelo serviço. A cada mês, o HUOC perde R$ 82 mil”, declarou Coutinho.
O deputado Alf (PDT) disse que a comissão marcará uma audiência com o secretário estadual de Saúde, Guilherme Robalinho, para discutir alternativas.
“O Oswaldo Cruz é uma unidade referência para a população e nosso objetivo é tentar intermediar uma negociação com o Estado”, declarou. A visita foi acompanhada pelo gerente de controle e fiscalização da Secretaria Estadual de Saúde, Amaury Pereira, que reconheceu as deficiências, lamentou a falta de recursos e disse que “as dificuldades existem há mais de trinta anos”.
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