O Ministério Público do Recife abriu, ontem, uma investigação contra a Prefeitura do Recife para apurar “supostas irregularidades” na manutenção de animais do minizoológico do Parque 13 de Maio, no bairro da Boa vista. A decisão foi tomada durante audiência pública proposta pela Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Alf (PTB).
“Convocarei a prefeitura para que regularize a situação da arara-canindé, que não está se adaptando ao atual habitat, e dos macacos-prego, que foram colocados numa jaula com chão de concreto, quando deveriam estar em terreno arenoso e com vegetação”, declarou a promotora Alda Moura.
A veterinária da Empresa de Melhoramento e Limpeza Urbana (Emlurb), Rosana Espíndola, assegurou que as medidas necessárias vêm sendo tomadas. “Temos investido na troca das jaulas e resta muito pouco a ser feito. Quanto à colocação de solo arenoso para os macacos-prego, entendemos como uma medida prejudicial, pois dificulta a limpeza da área. Chegamos a perder um animal que estava em solo arenoso. Ele jogou o alimento na areia e, depois, comeu, resultando numa infecção intestinal irremediável”, ressaltou.
O coordenador do Núcleo de Fauna do Ibama, Miguel Amorim, disse que, há 15 dias, tenta transferir a arara-canindé para um local adequado, mas não conseguiu vaga. “Temos nos empenhado na fiscalização, e a estrutura do parque está bem melhor. Os animais estão sendo bem cuidados e, vale lembrar, que não é fácil relocá-los os animais.” O deputado Alf disse que vai inspecionar outros parques da região metropolitana, e, quanto ao 13 de Maio, vai esperar uma “ação imediata” da Prefeitura do Recife. “Se eles não cumprirem o que ficar determinado pelo Ministério Público, tomaremos as medidas cabíveis”, enfatizou.
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