O resultado da pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket, que avaliou a administração dos governadores nos 27 estados do País, foi discutido, ontem, pelos parlamentares. De acordo com a instituição, o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ocupa a 23ª colocação, quanto ao desempenho administrativo.
O primeiro lugar ficou com o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PPS).
O deputado João Fernando Coutinho (PSB) avaliou o resultado divulgado como sendo uma “reflexão do momento atual”. “A empresa detectou os altos índices de falta de popularidade do governador Jarbas”, destacou. O motivo para a queda nas pesquisas seriam, segundo João Fernando, “a falta de compromisso do Governo, que deixou de investir nos programas estaduais”. “A população está sem amparo”, disse, citando os “altos” índices de violência e insegurança. “O Governo está querendo desconsiderar e desqualificar a pesquisa”.
O líder do Governo, deputado Bruno Araújo (PSDB), assegurou que o resultado “destoa das pesquisas divulgadas nos últimos quatro anos”. Exigindo mais transparência no processo, Araújo cobrou do Instituto Brasmarket os critérios metodológicos de aplicação dos questionários, além do patrocinador da pesquisa e o custo. Augusto Coutinho, líder do PFL, citou a pesquisa Ibope Opinião, feita entre os dias 17 e 21 do mês passado. Nela, o governador tem 61% nos conceitos bom e ótimo, contra 11% entre ruim e péssimo. “Os números são diferentes daqueles apresentados pela Brasmarket”, completou.
A pesquisa Istoé/Brasmarket publicada em 1998, que mostrava o governador Jarbas Vasconcelos liderando as intenções de voto, foi apresentada pelo deputado Isaltino Nascimento (PT). “Será que, agora, a pesquisa também não reflete a vontade da população quanto à saúde, educação e violência?”, indagou.
A “idoneidade do resultado da pesquisa” foi defendida pelo deputado Sílvio Costa (PMN). “O resultado é justificado. A malha viária está parada, o Projeto Avançar começou com atraso, e o pagamento do 13º salário está ameaçado”. O líder da Oposição, deputado Sérgio Leite (PT), também disse concordar com a autenticidade da pesquisa, pois “vivemos um desmantelo econômico, com o gasto de dinheiro público e falta de administração. A população está revoltada”.
Para o deputado Guilherme Uchôa (PDT), o “Governo está desajustado e sem condições de trabalhar no Estado”.
“Não vejo razões para a Oposição comemorar”, rebateu o deputado Pedro Eurico (PSDB), esclarecendo que “todo Governo tem problemas, e as ações iniciadas estão sendo levadas adiante”.
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