A Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia visitou, na manhã de ontem, o Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado no litoral sul do Estado.
A intenção do colegiado foi averiguar as ações de controle às agressões ao ecossistema e a realização de estudos de impacto ambiental na área. A comissão marcou para o próximo dia 25 de setembro uma audiência pública para voltar a discutir a questão.
Através do diretor de Engenharia e de Meio Ambiente, Wlater Blossey, e do gerente de Meio Ambiente do Complexo Portuário, Romero Sales, os integrantes do colegiado foram informados sobre a existência de várias ações voltadas para a preservação e controle dos impactos provocados, entre elas a construção de um plano de gestão ambiental, que prevê auditorias anuais, com a realização de estudos e avaliações de impacto, e diversos programas ambientais. “Estamos preocupados com a preservação do ecossistema desde o início. Buscamos realizar estudos em consonância com as obras que vêm sendo feitas, a fim de diminuir ao máximo os impactos provocados”, salientou Romero Sales.
De acordo com Sales, uma área de seis mil hectares, que representa 45% do complexo, é destinada à preservação ecológica. “Já estamos fazendo o reflorestamento com árvores frutíferas, com 600 hectares plantados. Temos, ainda, um bosque energético que possui 20 hectares, e com mais quatro módulos a serem implantados, e quatro corredores florestais com 161 hectares de espécies da mata atlântica”, relatou. Eles também destacaram um acordo firmado com a Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), que garante a permanência de um posto avançado do órgão no local, além de facilitar a fiscalização e o licenciamento das cerca de 60 empresas existentes no complexo.
O presidente da comissão, Alf (PTB), questionou a influência da construção dos diques com o aumento dos números de ataques de tubarão e, também, com o avanço do mar nas praias do Estado. Ele foi informado da existência de estudos, realizados por profissionais da UFPE, comprovando que somente a obra de construção de Suape não seria responsável pelos casos. “As avaliações feitas não foram conclusivas quanto a essas questões, mas comprovam que Suape não é o único responsável pelos ataques de tubarões. Existem outros fatores que trouxeram prejuízos”, disse Sales.
“Esse é o primeiro contato que a comissão tem com o Complexo de Suape e considero o balanço da visita positivo. Vamos ter um desdobramento desse encontro para que tenhamos consciência sobre a política do Governo do Estado, do ponto de vista da preservação.
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