A discussão sobre a possível inversão do trânsito da Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, foi levantada pelo deputado Augusto Coutinho (PFL). Ele cobrou a realização o alargamento da Avenida Herculano Bandeira, no Pina, prometido pela Prefeitura do Recife, como uma tentativa de melhorar o tráfego naquela área, antes de adotar a outra medida. O deputado disse que, se a PCR insistir nessa questão sem ouvir outras propostas, ele irá se unir às associações de moradores e comerciantes do bairro e procurar o Ministério Público, a fim de tomar as medidas cabíveis. “Se for necessário, vamos entrar com uma ação na Justiça para impedir que o prefeito João Paulo (PT) provoque mais esse grande mal ao Recife”, justificou.
O parlamentar lamentou que “a decisão de inverter o tráfego da Conselheiro Aguiar esteja sendo tomada à revelia dos compromissos assumidos pelo prefeito João Paulo, quando as primeiras discussões foram realizadas com a comunidade no ano 2000”. “O alargamento da Avenida Herculano Bandeira está paralisado, desde o ano passado, numa demonstração de que a prefeitura está sempre optando pela solução mais fácil, pondo em risco todo o trabalho que os comerciantes tiveram e todo o investimento feito, que rende R$ 30 milhões por ano em ICMS”, acrescentou.
Os apartes foram divididos. Os deputados Pedro Eurico (PSDB), Roberto Leandro (PT) e Isaltino Nascimento (PT) defenderam a inversão. Já os deputados Sílvio Costa (PMN), Bruno Araújo (PSDB), Raul Henry (PMDB) e Sebastião Rufino (PFL), posicionaram-se contrários à decisão do prefeito. O deputado Antônio Moraes, por sua vez, considerou que a ação resolve o problema de forma parcial.
Coutinho questionou, ainda, a falta de abertura para o estudo de novas propostas, “que não está existindo por parte da PCR, hoje responsável pela gestão do trânsito”. “A sociedade não aceita esse comportamento radical. Num momento econômico tão difícil, não podemos nos arriscar a transformar num caos um centro comercial dinâmico e bem- estruturado, com quase 800 estabelecimentos, gerador de riquezas e emprego”, concluiu.
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