CPI intermediará acordo com Geap

Em 15/08/2003 - 00:00
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Os deputados Raimundo Pimentel (PSDB) e Isaltino Nascimento (PT), integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Planos de Saúde, acompanharão o processo de negociação das dívidas da Fundação de Seguridade Social (Geap) com o Instituto de Medicina e Cirurgia (Imec). O débito, segundo o diretor do instituto, Edmir Castro, chega a R$ 800 mil “se somadas as glosas (procedimentos não reconhecidos pela Geap) e as faturas já reconhecidas”. “Pode ser um montante pequeno, mas, para nós, que repassamos recursos para o Hospital do Câncer, é um valor muito alto”, disse Castro. O Imec é uma entidade privada, que pertence à Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer, mantenedora do hospital, que não tem fins lucrativos e atende pessoas carentes de Pernambuco e de estados vizinhos.

De acordo com o superintendente do Geap, Luiz Carlos Saraiva, a intenção da fundação é pagar ao Imec, porém, “isso só irá acontecer após o resultado da auditoria que está sendo realizada nas contas”. Ele apenas reconhece a dívida de R$ 300 mil. “Quando a auditoria for concluída, conheceremos o valor real e negociaremos com o Imec para saber a melhor forma de pagamento”, explicou Saraiva, que assumiu o cargo, em setembro do ano passado, depois de uma intervenção.

Saraiva e Edmir Castro foram ouvidos, ontem, pela CPI dos Planos de Saúde. O presidente da CPI, deputado Sérgio Leite (PT), solicitou que a auditoria fosse concluída com maior previdade possível, antes mesmo do fim da CPI. “Queremos que esse conflito seja resolvido o mais rapidamente”, alertou, alegando que o Hospital do Câncer está passando por dificuldades devido à falta desse dinheiro. A próxima reunião da CPI será na quinta-feira (21), às 10h.

Um outro depoente foi o presidente regional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Flávio Wanderley. Ele defendeu as empresas de saúde suplementar e condenou as que agem na clandestinidade, sem registro na Agência Nacional de Saúde (ANS). Quanto ao pagamento de atendimentos realizados pelo SUS aos clientes de planos de saúde, Wanderley explicou que o caso está no Supremo Tribunal Federal (STF) e, enquanto não for apreciado, os planos não são obrigados a pagar.