CPI cobra solução para dívida da Geap

Em 29/08/2003 - 00:00
-A A+

A CPI dos Planos de Saúde realizou, ontem, mais uma reunião para tentar resolver o impasse entre o Hospital do Câncer e a Fundação de Seguridade Social (Geap). O hospital cobra uma dívida de, aproximadamente, de R$ 764 mil referentes a faturas não pagas e glosas de procedimentos realizados entre os anos de 1998 e 2003. A instituição espera que o plano dê uma resposta sobre o reconhecimento ou não da dívida e negocie a forma de pagamento. O deputado Raimundo Pimentel (PSDB) intermediou a reunião.

O coordenador executivo do Hospital do Câncer, Lauro Lins, esclareceu que, do total da dívida, R$ 322 mil referem-se a faturas não pagas e, os outros R$ 442 mil a glosas, que são cobranças de procedimentos ou de materiais contestados pelos planos de saúde. Ele informou, ainda, que os serviços prestados aos usuários da Geap só foram suspensos, no início deste mês, depois de uma sugestão feita pelos parlamentares da CPI. “O que queremos é o reconhecimento dessa dívida, a revisão das glosas e a forma como vamos ser ressarcidos. Assim que houver um entendimento e uma resposta da Geap, o atendimento será restabelecido”, acrescentou o gerente administrativo-financeiro do hospital, Edmir Castro.

Reafirmando o compromisso de pagar todos os débitos, caso sejam comprovados, o gerente de Serviços da Geap, Fernando Murta, destacou que, somente após a auditoria, que está sendo realizada pelo Conselho Fiscal da Geap, em Brasília, o plano terá condições de se posicionar em relação à dívida. “Se for pertinente, nós efetuaremos o pagamento”, garantiu. A Geap existe há 56 anos, e é o plano de saúde que atende a maior parte dos servidores públicos federais.

O deputado Raimundo Pimentel destacou que a negociação já avançou. “Iremos remeter um documento à diretoria da Geap solicitando a definição de prazos para o final da auditoria e uma resposta sobre o reconhecimento, ou não, da dívida.

A partir dessa definição, marcaremos um segundo encontro para avançar em relação às possíveis revisões das glosas e a forma de pagamento das faturas. Ao menos, o canal de negociação foi aberto”, ressaltou.