Legislativo discute problemas do Pólo Gesseiro do Araripe

Em 27/08/2003 - 00:00
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A Resolução nº 307/02, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que classificou o gesso como material tóxico tipo “C” – para o qual não foram desenvolvidas tecnologias que permitam sua reciclagem -, provocou reação do Pólo Gesseiro pernambucano e da Assembléia Legislativa. Na manhã de ontem, as Comissões de Desenvolvimento Econômico e de Defesa do Meio Ambiente discutiram o problema com empresários do setor, que reivindicam mudanças na decisão do órgão federal. No final da tarde, um grupo de parlamentares e de empresários foi recebido pelo governador Jarbas Vasconcelos, que se comprometeu a pedir audiência com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

A resolução do Conama está em vigor desde janeiro deste ano. Deputados e empresários também defendem a mobilização da bancada pernambucana no Congresso Nacional para reverter a situação.

Na opinião do deputado Raimundo Pimentel (PSDB), a decisão do Conama “é um atestado de óbito para o Pólo Gesseiro”. O deputado Sílvio Costa (PMN), também presente à audiência, lembrou que o pólo gera, direta e indiretamente, cerca de 70 mil empregos. Já o presidente do Sindugesso, Josias Inojosa, alertou que 230 mil pessoas dependem do pólo, nos municípios do Sertão do Araripe.

Para o presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, deputado Alf (PTB), “há interesses de grupos e, embora em vigor desde janeiro, a resolução do Conama passou ‘em silêncio’, sem reação das lideranças”. “Mas agora a situação será diferente, com a mobilização comandada pela Assembléia Legislativa”, garantiram Alf e o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Lula Cabral (PMDB).

Os deputados Raimundo Pimentel e Alf foram recebidos em audiência, no Palácio do Campo das Princesas, pelo governador Jarbas Vasconcelos, a quem entregaram um documento relatando o assunto.

Pela manhã, a audiência conjunta realizada na Alepe também contou com a participação dos deputados Antônio Moraes (PSDB), Adelmo Duarte (PFL), Bruno Araújo (PSDB), Augusto Coutinho (PFL), Soldado Moisés (PL), Ettore Labanca (PTB) e representantes da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep).