O prefeito de Cortês, Ernane Borba (PFL), foi acusado, ontem, pelo deputado Henrique Queiroz (PP) de manter 13 funcionários confinados em um porão, durante o horário de trabalho. “Eles estão como numa prisão domiciliar, sem poder se ausentar, pois podem ter o ponto cortado”, denunciou. De acordo com o parlamentar, os servidores estão sofrendo perseguição política por não terem apoiado Borba, na última eleição municipal.
“Graças a eleitores fantasmas, o prefeito foi reeleito por uma diferença de 200 votos. Agora, ele implanta o regime da ameaça e do medo a quem foi contrário a seu nome”, frisou. O deputado disse que já solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) um recadastramento eleitoral no município, localizado na Mata Sul.
Queiroz entregou a cópia de uma fita de videocassete ao presidente da Comissão de Cidadania, deputado Roberto Leandro (PT), mostrando a situação dos funcionários, “que, mesmo sem exercer suas funções, por ordem do chefe do Executivo, são obrigados a cumprir as oito horas de trabalho”.
Segundo o parlamentar, após as eleições, o prefeito descontou 10% dos salários para um fundo previdenciário “inexistente”, transferiu funcionários e diminuiu o salário de oito motoristas. “Os vencimentos passaram de R$ 700,00 para R$ 260,00”, destacou, apresentando os contracheques.
Roberto Leandro disse que “o fato choca a opinião pública” e que irá encaminhar os documentos à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que sejam tomadas as providências. “É lamentável que isso ainda ocorra”, defendeu. O fato também foi denunciado pela Folha de Pernambuco, na edição do último sábado.
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