
VALORIZAÇÃO – Representantes do movimento receberam diplomas em reconhecimento à contribuição para a cultura. Foto: Giovanni Costa
O brega funk foi homenageado em reunião solene na segunda (24). O movimento cultural nasceu nas comunidades de Recife e Olinda e mistura os ritmos do brega nordestino e o funk carioca. A reunião foi solicitada e presidida pela deputada Rosa Amorim (PT)
Baseado no chamado brega pop com sonoridades locais como Reginaldo Rossi, Labaredas, Conde Só Brega e de outros artistas como Aviões do Forró e Banda Calypso, o brega funk surgiu nos “bailes de galera”, em meados dos anos 2010, mesclando ritmo, moda e dança.
Para Rosa Amorim, o movimento é importante para a cultura popular pernambucana e para a afirmação das manifestações culturais de origem periférica. “A luta do brega funk também é uma luta e uma voz que falam de um mundo novo que nós queremos construir, com justiça social e garantia de direitos”, disse.
‘Envolvimento’
A popularização nacional do brega funk ocorreu em 2018, com o hit do carnaval “Envolvimento” de MC Loma e as Gêmeas Lacração. Hoje em dia, o brega funk é visto como uma forma de enfrentamento à desigualdade e de inserção social e profissional para jovens.
Homenageado na cerimônia, o cantor Mc Elloco – falecido em 2024 – é considerado um dos responsáveis por levar o ritmo ao reconhecimento nacional. “Um dos maiores expoentes do brega funk, Elloco, com voz e letras que retratavam a realidade das periferias do Recife, representa a resistência e a potência cultural das quebradas”, afirmou a parlamentar.
No evento, foram entregues diplomas comemorativos para artistas e produtores que atuam na cena do brega funk. Homenageado no evento, o MC Leozinho afirmou: “Precisamos que o brega funk esteja na pauta da cultura, não da segurança pública. O brega funk não é um crime, ele é cultura.”
O evento contou com a apresentação do grupo de dança brega funk Bonde dos Anônimos.