Antonio Coelho critica modelo de gestão do saneamento no Estado

Em 23/03/2022 - 15:03
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COMPESA – Segundo o democrata, sistema público “é ineficiente quando comparado ao conduzido por empresas privadas.” Foto: Roberto Soares

O resultado de um estudo do Instituto Trata Brasil sobre as condições de saneamento nas cem maiores cidades do País foi alvo de pronunciamento do líder da Oposição, deputado Antonio Coelho (DEM), na Reunião Plenária desta quarta (23). O parlamentar criticou a 83ª posição do Recife no ranking, atribuindo a responsabilidade ao modelo adotado pelo governador Paulo Câmara para administrar o setor.

Segundo o democrata, a gestão por instituições públicas, como é o caso da Compesa, “é ineficiente quando comparada àquela conduzida por empresas privadas”. “De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o setor público gasta 50% das receitas em despesas fora da finalidade principal, enquanto o privado, em alguns locais, consegue utilizar apenas 20%.”

Coelho analisou o desempenho da Capital pernambucana no ranking ao longo dos 12 anos de governos do PSB. “Recife despencou 17 posições nesse período. Por outro lado, Salvador (BA) avançou 24”, destacou. Para ele, a administração “não foi competente na implementação das microrregiões de água e esgoto, conforme determinou o Marco Legal do Saneamento Básico”. “O Governo do Estado fez do processo uma grande confusão”, opinou.

O deputado defendeu a necessidade de se implantar “uma nova visão de gestão em Pernambuco como forma de solucionar os problemas dessa área”. “Sabemos que o saneamento sempre foi um desafio no nosso País. Ainda hoje, 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada e 100 milhões, a esgoto. Nós da centro-direita entendemos que mudar esse cenário é prioridade. Queremos um governo que foque nas pessoas e não em compromissos com outros gastos de empresas públicas”, argumentou.