
CLARISSA – Parlamentar destacou o apoio dado ao presidente e ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. Foto: Roberto Soares
Os atos realizados nesse domingo (26) em diversos Estados em defesa do governo do presidente Jair Bolsonaro repercutiram nesta segunda (27) na Alepe. As pautas levadas pelos participantes receberam apoio da deputada Clarissa Tércio (PSC), mas foram alvo de críticas do deputado João Paulo (PCdoB). Os pronunciamentos ocorreram durante o Pequeno Expediente da Reunião Plenária.
Clarissa, que participou do ato em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, destacou o apoio dado ao presidente e ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Do alto do trio elétrico, vi uma multidão de verde e amarelo. Fomos às ruas mostrar que a Reforma da Previdência e o pacote anticrime vão transformar o Brasil num lugar melhor”, enfatizou.
De acordo com a deputada, o ato congregou “pessoas de bem, trabalhadores, patriotas e cristãos, que abriram mão do dia de descanso para defender pautas essenciais para destravar a economia e acabar a criminalidade e a corrupção”. “As manifestações mostram a força do presidente também no Nordeste”, prosseguiu.

JOÃO PAULO – Deputado repudiou fechamento do Congresso Nacional e do STF, que teria sido defendido nos atos. Foto: Roberto Soares
Por sua vez, João Paulo repudiou pautas como fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, foram defendidas nos atos do final de semana. “Mais do que o apoio ao Governo Bolsonaro, os manifestantes estavam interessados em atacar instituições e bradar por um poder único e ditatorial”, afirmou.
No pronunciamento, o comunista rememorou a trajetória do ex-vereador de Macaparana Osvaldo Cabral de Lira. Ex-cabo do Exército e filiado ao PCB, ele teve o mandato cassado, foi preso e torturado em 1964. “A ditadura que os manifestantes pró-Bolsonaro defenderam torturou, matou e tirou a possibilidade de vida digna de milhares de pessoas e famílias”, emendou.
Durante o Grande Expediente, em aparte ao pronunciamento de Antonio Coelho (DEM), Alberto Feitosa (SD) considerou positivos os atos realizados, mas fez ressalvas. “Não é o momento para esse tipo de manifestação. Elas seriam desnecessárias se todos nós, sobretudo os que têm cargos eletivos confiados pelo povo, nos uníssemos por um Brasil melhor e deixássemos a discussão partidária para o ano que vem”, observou.
COMO CHEGAR