A produção têxtil de Pernambuco, com destaque para o Polo de Confecções do Agreste, é assunto do Programa Em Discussão desta semana. Em entrevista para a TV Alepe, o presidente do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE), Fredi Maia, falou sobre a importância do setor para a economia do Estado e comentou os avanços e desafios dessa cadeia produtiva.
Fundado em 2012, o NTCPE é uma organização social sem fins lucrativos. “Tem o objetivo de impulsionar um ambiente de negócios sustentável para o setor, promovendo a inovação e o intercâmbio de informações entre empresas, entidades representativas, estado e academia”, explicou Maia. Atualmente, o Núcleo possui uma unidade no Marco Pernambucano da Moda (centro do Recife) e outra no município de Toritama (Agreste).
“O segmento demonstrou para o Estado a importância de se promover políticas públicas para melhorar o desempenho dele”, complementou o gestor. De acordo com Maia, atualmente Pernambuco reúne mais de 18 mil empreendimentos têxteis que empregam 150 mil pessoas. Cerca de 75% se concentram no Agreste – principalmente nas cidades de Caruaru, Santa Cruz e Toritama – e outros 20%, na capital pernambucana. “Em termos de quantidade de peças, são 700 milhões por ano, mais ou menos 16% do que o Brasil veste”, contabiliza.
“A maioria dos empreendimentos atua na informalidade, é uma cadeia de pequenas empresas. Mas quando a gente fala isso, não é necessariamente na ilegalidade”, ressalta o presidente do NTCPE. “A maior parte da produção é voltada para o segmento informal, como as sacoleiras, pequenos negócios e feiras. Nosso grande desafio é inserir o setor nas cadeias globais de produção.”
Maia também explicou o surgimento do Polo de Confecções do Agreste: “A indústria de vestuário sempre existiu. Porém, algumas empresas grandes foram se instalar em Caruaru e em Santa Cruz do Capibaribe e levaram tecnologia. Então aquela produção, que era pequena, absorveu isso, qualificou o produto e passou a atrair mais clientes, o que adensou o negócio”, conta. “Hoje, é o segundo maior polo produtor do Brasil no segmento. A maior força motriz é a garra dos empresários.”
Confira a entrevista na íntegra:
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