
DISCUSSÃO – O secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, foi convidado para dialogar sobre o tema com os parlamentares. Foto: Alepe
A experiência da Colômbia em políticas de segurança pública, implementadas nas cidades de Bogotá e Medellín, foi o ponto de partida para um debate realizado, nesta quinta (31), pela Comissão Parlamentar Especial para Proposição de Medidas na Segurança Pública. Especialista em políticas públicas de combate à violência urbana e estudioso dos modelos adotados nessas cidades, o secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, foi convidado para apresentar algumas medidas e dialogar sobre o tema com os parlamentares.
Na avaliação do gestor, é preciso uma ação mais plural que contemple eixos como prevenção, ressocialização e políticas de drogas. “Investir em apenas um eixo não resolve.” “A discussão tem que ser séria e não politizada, porque estamos falando da vida das pessoas”, frisou. A adoção de uma metodologia unificada entre os Estados para contagem de ocorrências, de pena mínima para crime hediondo e do enquadramento do porte não autorizado de arma de guerra como crime de segurança nacional foram algumas das medidas debatidas durante o encontro. “É preciso avaliar também a possibilidade de redução da pena para que ela seja, de fato, cumprida, o que dificilmente acontece hoje”, acrescentou Alberto Feitosa (SD), coordenador do colegiado.
A preocupação com a primeira infância também foi elencada, bem como a necessidade de a educação estar atrelada ao debate sobre segurança pública. Nesse sentido, Murilo chegou a sugerir a implantação de uma espécie de núcleo de mediação de conflitos nas escolas. “O maior problema hoje no Brasil é a segurança pública. Estamos vivendo uma guerra civil. Ano passado, 61 mil pessoas foram assassinadas”, ressaltou o gestor, que avaliou como positiva a iniciativa da Alepe. Um seminário sobre segurança pública deverá ser agendado ainda no primeiro semestre pelo colegiado, bem como uma viagem à Colômbia.
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