Dom Vital – Afastamento de diretor gera polêmica

Em 23/05/2007 - 00:00
-A A+

O afastamento do diretor da Escola Estadual Dom Vital, em Casa Amarela, Ricardo Luiz Ferreira de Araújo, pela Secretaria Estadual de Educação, provocou embate entre os deputados Pedro Eurico (PSDB) e Teresa Leitão (PT). O líder da Oposição criticou o Governo Estadual por penalizar o diretor por ter denunciado a falta de professores. A deputada, no entanto, rebateu, destacando que o diretor foi afastado por prestar informações divergentes à Secretaria.

Baseado na entrevista concedida por Ricardo Araújo a um veículo da imprensa do Estado, Eurico censurou o gesto do Executivo e lembrou que o diretor foi eleito e reeleito pela comunidade escolar. Segundo o parlamentar, no texto, Araújo destaca que o Governo contrariou o estatuto da eleição do gestor e denuncia que primeiro foi afastado e, somente depois, a comissão de inquérito foi instalada.

“É de causar espanto que um Governo que se diz socialista exonere um diretor por dizer que faltavam professores.Se isso tivesse acontecido na gestão Jarbas Vasconcelos (PMDB)/Mendonça Filho (DEM), diriam que o Governo estava perseguindo professores, que era uma gestão fascista”, afirmou.

Em aparte, Terezinha Nunes (PSDB) destacou que “a eleição direta nas escolas públicas é uma conquista da sociedade e isso precisa ser respeitado”. Augusto Coutinho (DEM) afirmou que “está faltando educadoes em muitas escolas e não se pode permitir que, por isso, o Governo, que é socialista, reprima aqueles que denunciam”.

Teresa Leitão esclareceu que o professor não foi exonerado, mas afastado durante o período do inquérito administrativo que está apurando o fato dele ter prestado informações contraditórias à Secretaria de Educação. Segunda a petista, Araújo disse ter encaminhado à Secretaria, desde o mês de janeiro, o pedido de professores para completar a carga horária, no entanto, encaminhou a documentação somente um dia após a entrevista. “No documento havia o pedido de um profissional que a Gere identificou como pertencente ao quadro. Quando foi feita a verificação na escola, descobriu-se que o professor existia e, há muito tempo, não dava aulas. Onde estava o servidor e por que o contracheque continuava indo para a unidade?”, salientou. Para a deputada, a Oposição está exigindo coisas que nunca praticou quando estava no Governo.

Em aparte, Eurico questionou se a parlamentar acha justo um diretor, eleito pela comunidade escolar, ser afastado por denunciar a falta de professores. “É legítimo um gestor público esconder que existem professores, infelizmente, sem dar aulas?”, rebateu a deputada em resposta ao tucano. Para o deputado Sílvio Costa Filho (PMN), o maior desrespeito cometido contra os professores foi a extinção da gratificação de pó-de-giz e a falta de merenda escolar que ocorreram na gestão Jarbas/Mendonça.