A mais antiga empresa de previdência social do País, a Mongeral – Previdência & Seguros, fundada em janeiro de 1835, por decreto do imperador Dom Pedro II, foi homenageada, ontem à noite, em reunião solene. O requerimento foi feito pelo líder do PFL, deputado Augusto Coutinho. O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Romário Dias (PFL), enalteceu a organização, que, há mais de um século e meio, “vem amparando e assistindo o servidor público civil e militar e sua família”.
Augusto Coutinho lembrou que a Mongeral figura entre as mais antigas empresas em operação no Brasil, ficando atrás, apenas, do Diario de Pernambuco, do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro e do Jornal Monitor Campista, também do Rio. “Protagonista de atos de pioneirismo e dirigida pelos mais relevantes vultos da vida nacional do século 19 e início do século 20, sua trajetória se confunde com a própria história do Brasil”, registrou o parlamentar.
O presidente do Conselho da Mongeral, Newton Molina, veio de São Paulo e, ao agradecer a iniciativa de Augusto Coutinho, disse que a empresa fora fundada, precisamente, no mesmo ano (1835) em que funcionava a Assembléia Provincial de Pernambuco, hoje a Casa de Joaquim Nabuco. “Poucas organizações em nosso País conseguem a façanha da Mongeral, fazendo, por mais de um século e meio, a mesma atividade: previdência. Isso nos deixa orgulhosos, mas também aumenta a carga de responsabilidade”, completou Molina.
No discurso, ele fez referência às reformas em andamento no Congresso Nacional e lamentou que não se debata o caráter da carreira do servidor público, “transformado em vilão”. Romário Dias concordou com Molina.
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