A luta das mulheres contra a violência e pela igualdade de direitos foi discutida, ontem, pela Assembléia Legislativa, durante Grande Expediente Especial dedicado à Marcha das Margaridas. O debate foi proposto pela deputada Teresa Leitão (PT) e contou com a participação de diversas entidades representativas da sociedade civil, entre elas, a Federação dos Trabalhadores em Agricultura no Estado de Pernambuco (Fetape), a Comissão de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Fórum de Mulheres de Pernambuco.
Teresa Leitão relembrou a morte da líder sindical Margarida Alves, assassinada em 1983, e a luta das mulheres pela terra e contra a violência sexista, a pobreza e a fome. A parlamentar citou trechos da música Maria, Maria, de Milton Nascimento, para convocar as trabalhadoras para a II Marcha das Margaridas, que ocorrerá no dia 26 de agosto, em Brasília, e para destacar a necessidade de continuar a reivindicação de igualdade de direitos. “É preciso ter força, é preciso ter garra, é preciso ter gana, sempre, pois quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida. Vamos, unidas, marchar na cadência de nossos sonhos e da nossa luta por uma vida plena de dignidade, de direitos e de fraternidade”, concluiu a parlamentar.
A representante do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Márcia Larangeira, lembrou que existem outras faces da violência contra a mulher, como o direito ao trabalhos digno, de cidadania e de moradia. “Vamos nos integrar a essa marcha para mudar, definitivamente, esse quadro. Nascer mulher está deixando de ser predicado para ser uma sina, e não queremos essa sina”, ressaltou.
Os deputados Roberto Leandro e Ceça Ribeiro (ambos do PT) e Sebastião Rufino (PFL) elogiaram a luta das trabalhadoras e destacaram a necessidade de se elaborar ações para combater à violência contra a mulher. As trabalhadoras encerraram a reunião com canções que enfocam a luta pelos direitos da mulher.
Histórico – A Marcha das Margaridas é uma atividade em adesão à Marcha Mundial de Mulheres, uma mobilização internacional pela igualdade de direitos. O evento é organizado por entidades nacionais, como a CUT e o Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais (MSTRs), e mobiliza trabalhadoras rurais de todo o País.
Em Pernambuco, ela é liderada pela Fetape, através da Coordenação de Mulheres.
O nome da manifestação é uma homenagem à líder sindical paraibana Margarida Alves. Este ano, a marcha deverá reunir aproximadamente de 50 mil mulheres.
Segundo a representante da Fetape, Maria Aparecida Melo, cerca de 1.400 trabalhadoras de Pernambuco participarão do evento.
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