Violência no Estado preocupa deputados

Em 14/08/2003 - 00:00
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Na última segunda-feira (11), o chefe de Polícia Civil, Aníbal Moura, divulgou o número de pessoas assassinadas no Estado, entre os meses de janeiro e junho deste ano. Foram 1.300 mortes, ou seja, quase dez vezes mais que as baixas das Forças da Coalizão, no último conflito com o Iraque. Desse total, 1.191 vítimas eram homens e 109, mulheres. Diante desses fatos, os deputados Roberto Leandro (PT) e Izaias Régis (PTB) reivindicaram, ontem, ações eficientes do Governo do Estado para combater os crimes. Além disso, o petista falou da situação da violência contra a mulher, e o trabalhista denunciou o abandono da 1ª Delegacia de Garanhuns.

De acordo com Roberto Leandro, a maioria das vítimas femininas era pobre e negra e muitas foram violentadas ou espancadas antes de morrer. “Esta Casa, como representante do povo, não pode calar diante dessa realidade. Nós, parlamentares, devemos cobrar do Governo uma política de proteção à mulher”, afirmou. Para ele, se existisse uma política eficiente de segurança pública, inclusive, de proteção à mulher, muitos desses crimes poderiam ter sido evitados. “Na última segunda-feira, em Garanhuns, uma senhora foi assassinada a pauladas, dentro de casa, por ladrões”, completou Izaias Régis.

O petebista lembrou que a 1ª Delegacia de Garanhuns, no Centro, está sem funcionar, devido à falta de estrutura. “O delegado, em virtude disso, está tendo que ir para outra repartição, mais afastada do local. Esse fato dificulta, ainda mais, a segurança local. Há 15 dias, dois mototaxistas foram roubados e mortos, próximo ao local”, observou. Ele pediu ao deputado Pedro Eurico (PSDB) que solicitasse ao Governo a reforma da delegacia. O tucano é presidente de uma CPI que apura a ação do crime organizado no Estado.

Para Leandro, o Estado deve se juntar a ONGs para investir em campanhas que previnam essas ocorrências. “A Comissão de Defesa da Cidadania, que presido, já vem fazendo isso e, inclusive, está marcando uma audiência pública para debater o tema, em setembro, com representantes da sociedade civil”, observou.