Teresa Leitão defende a reabertura do GP

Em 14/08/2003 - 00:00
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O Ginásio Pernambucano é um dos emblemas da educação pública do Estado e não pode continuar fechado. A opinião é quase unânime entre os deputados governistas ou de oposição na Assembléia. A maioria dos parlamentares, ontem, hipotecou, apoio à deputada Teresa Leitão (PT), que trouxe o tema para o debate em Plenário.

O ponto de discordância ficou com o líder do Governo, deputado Bruno Araújo (PSDB), quando anunciou que o Estado irá selecionar, ainda neste semestre, os novos professores para o educandário. “O Governo vai oferecer qualificação, formação necessária à nova realidade do Ginásio, compatibilizando a estrutura física e o corpo docente”, explicou Araújo. Ele também defendeu a parceria feita entre empresas privadas e Executivo para recuperação do prédio. O acordo é criticado pelos parlamentares de Oposição.

“Não queremos desprezar o valor de experiências pedagógicas inovadoras. Nem o próprio envolvimento da iniciativa privada na causa da educação, que pode ser visto como saudável preocupação social”: “o problema do Ginásio é outro, é o sentido de apropriação do que é público. É a tentativa de exclusão imposta aos quadros profissional e estudantil, sacrificados durante três anos, no improviso de um prédio de aluguel”, disse Teresa Leitão.

Os deputados Antonio Moraes (PSDB), Betinho Gomes (PPS), Roberto Liberato (PFL) e Ana Cavalcanti (PP) se colocaram à disposição da petista para irem juntos à Secretaria de Educação para buscar uma solução que reabra o prédio. “Não entro no mérito de qual a melhor forma de o Ginásio vir a ser utilizado, porém, não é admissível que continue fechado, ele tem que funcionar” alertou Moraes. Para os deputados Sílvio Costa (PMN), Roberto Leandro (PT) e ALF (PTB), o interesse do Governo do Estado é o de privatização. “O que foi proposto não foi uma parceria, mas uma privatização branca”, denunciou Costa.

Teresa informou, ainda, que a Comissão de Educação da Casa irá marcar, hoje, uma visita ao prédio do Ginásio, fechado há um ano e meio, e às instalações provisórias na Rua do Hospício. Membros do Ministério público Estadual vão acompanhar a comitiva.