Alepe lembra início da luta pela anistia

Em 05/09/2002 - 00:00
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Alepe lembra início da luta pela anistia [8:57h] A anistia aos brasileiros envolvidos em confrontos com o regime militar instalado no País em 1964 foi decretada em agosto de 1979. Atendendo requerimento do deputado João Braga (PV), presidente da Comissão de Defesa da Cidadania, a Assembléia Legislativa realizou reunião solene, ontem, assinalando o acontecimento. O evento contou com a presença de anistiados e familiares. .

Ao abrir os trabalhos, o presidente Romário Dias (PFL) destacou a significação do evento, lembrando a luta dos que enfrentaram o regime naquele período, em busca de seus direitos cassados, os quais receberam apoio dos parlamentares.

Ele citou, inclusive, projeto da então deputada Luciana Santos beneficiando os punidos pelos militares, que foi rejeitado por “inconstitucionalidade”.

Romário Dias articulou, junto ao Governo do Estado, outro projeto, afinal aprovado por unanimidade. Em conseqüência, 526 anistiados entraram com processo, sendo 330 aprovados pelo Governo Estadual. Mas, segundo informações de Leal Campos, presidente da entidade dos anistiados, até agora somente 67 receberam indenizações.

João Braga saudou os anistiados, definindo a homenagem como “cerimônia simples mas carregada de símbolos”, e fez retrospepcto histórico das batalhas travadas pelos pernambucanos, “sempre dominados por uma vocação libertária”.

Rinaldo Ferreira, coordenador do Forum Permanente da Anistia em Pernambuco, homenageou a memória dos que lutaram, como Francisco Julião e Gregório Bezerra, “os quais estarão eternamente na lembrança dos brasileiros”. No final da solenidade, ele fez referência a movimento destinado a trasladar os restos mortais do general Abreu e Lima, “pernambucano, revolucionário, filho de revolucionário e combatente, ao lado de Simon Bolivar, pela independência da Grã-Colômbia”. Ferreira pediu o apoio dos parlamentares para que isso se torne possivel, numa homenagem póstura ao militar pernambucano. Abreu e Lima está sepultado no Cemitério dos Ingleses, propriedade da Grã-Bretanha, e o movimento tem a finalidade de transferi-lo para o Cemitério de Santo Amaro, no Recife, sua cidade natal.