Negromonte condena sensacionalismo no caso da Penitenciária

Em 14/08/2002 - 00:00
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Negromonte condena sensacionalismo no caso da Penitenciária A fuga de vinte e três detentos da Penitenciária de Igarassu voltou à pauta das discussões na Assembléia Legislativa. O primeiro-secretário da Casa, deputado João Negromonte (PMDB), questionou a motivação das manifestações de protesto realizadas na última segunda-feira, durante a reunião Plenária. “É preciso ter muito cuidado para que declarações como as que foram feitas aqui não pareçam eleitoreiras. Sabemos que houve erros e eles estão sendo apurados. Mas a projeção que deram a esse fato só prejudica o nosso Estado. Não vejo o Rio de Janeiro, por exemplo, que é governado pela Oposição e tem um índice de violência muito maior do que o nosso, alardear suas mazelas, como estão fazendo com Pernambuco”, declarou Negromonte.

Ele saiu em defesa do secretário de Justiça, Humberto Vieira de Melo, destacando sua atuação à frente da Secretaria. “Não faz sentido pedir o afastamento de um homem sério e trabalhador como ele”, acrescentou. Em aparte, o deputado Sebastião Rufino (PFL) disse que foi lamentável o que ocorreu, mas que isso não pode “deslustrar” o Governo Jarbas, que tem trabalhado e dado de si para ajudar no progresso do Estado, e também defendeu a atuação do secretário de Justiça. “Tenho certeza que o secretário vem trabalhando a contento, e, na apuração, apenas os culpados hão de temer”, concluiu.

O deputado Antônio Moraes (PSDB), também em aparte, destacou algumas obras realizadas pelo Governo no município de Itapissuma, como a recuperação do mercado público, que será transformado num centro de artes, a complementação do abastecimento d’água e a iluminação da Alcoa até Itapissuma, que vai beneficiar os funcionários que se deslocam até o local. “Acho que isso deve ser apurado mas sem sensacionalismo. Ninguém tem que vir pra cá cobrar do Governo questões que já estão sendo apuradas e que vão ser esclarecidas à população”, completou.

Negromonte lembrou também que o presídio Aníbal Bruno foi, durante vários anos, referência nacional na ocorrência de fugas mas que, nos últimos dois anos, aconteceu apenas uma fuga no referido presídio. “Isso mostra que foi um fato isolado, não é algo rotineiro no Estado. Houve erro sim, não podemos deixar de admitir, mas não podemos superdimensionar o ocorrido”, acrescentou o deputado.

“Lamento pela projeção e pela forma como essa fuga foi trazida a esta Casa. Uma forma emocional, eleitoreira, que não é, na realidade, a visão nem a versão que nós temos do fato”, concluiu.