Marques Paulo destaca a Faculdade de Direito “A Faculdade de Direito do Recife é a matriz do pensamento político, jurídico e social do país. Ela tem origem na criação dos cursos jurídicos, em 11 de agosto de 1827, sendo de início instalada em Olinda, depois ganhou sede no Recife, onde se firmou como base da formação do pensamento jurídico nacional. Ela constitui instrumento decisivo no desenvolvimento da ciência do Direito no Brasil”, segundo afirmou, ontem, na Assembléia Legislativa, o deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB).
Advogado, jurista, professor, Marques Paulo lembrou também o Curso Jurídico instalado em São Paulo e ressaltou que a Faculdade de Direito do Recife foi expressão do avanço cultural do país no século XIX, com figuras da dimensão de Tobias Barreto, Clóvis Beviláqua, Sílvio Romero e Castro Alves, que enriqueceram o jornalismo, a literatura, o debate político e cultural. No século XX, a Faculdade de Direito continuou a ser uma referência do pensamento jurídico e cultural, com reflexos na imagem de Pernambuco.
O parlamentar lembrou também que o Tribunal de Justiça de Pernambuco, que era denominado Tribunal de Apelação, está completando 180 anos, surgindo como instituição que era reflexo das lutas de Pernambuco visando a divisão dos poderes e a democracia. Evocou o Salão dos Passos Perdidos, o Salão do Juri, que era parte da imagem do antigo Tribunal de Apelação.
O líder do PSDB, deputado Antônio Moraes, elogiou o pronunciamento de Gilberto Marques Paulo, pois, segundo ele, a Faculdade de Direito é significativa e importante para todo o Nordeste.
Marques Paulo incorporou o aparte e lembrou a participação na Faculdade de Direito do professor Mauro Neves, de José Joaquim de Almeida, de Marco Maciel, Roberto Magalhães, Gustavo Krause, Joaquim Francisco, de ex-alunos que hoje estão no Legislativo. Entre eles, citou Carlos Lapa a quem homenageou em nome de todos os ex-alunos da Faculdade.
O parlamentar também prestou homenagem, como forma de festejar os 175 anos da Faculdade – o aniversário da criação dos cursos jurídicos – , ao professor Joaquim Amazonas, ao reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Mozart Neves, ao diretor da Faculdade de Direito, professor Ivo Dantas, e ao presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, professor Napoleão Tavares.
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