Pereira fala sobre Reforma Agrária e mortes de Carajás O Dia Internacional da luta pela Reforma Agrária, comemorado hoje, será marcado com uma homenagem aos mortos do massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido há seis anos. O tema foi levantado pelo deputado Nélson Pereira (PC do B), que falou ainda sobre as várias ações políticas que serão realizadas no País. “A jornada ativista consistirá em ocupações de terras em todos os Estados, na coleta de assinaturas para a campanha que estabelece o limite da propriedade da terra no Brasil, em caminhadas e atos públicos nas capitais e grandes cidades do País, e contará com a solidariedade internacional”, disse Pereira.
O deputado fez uma longa avaliação da atuação do ex-ministro da Reforma Agrária, Raul Jungmann, que, no seu entender, causou inúmeros prejuízos ao Programa. “A atuação dele representou o continuísmo em defesa das elites fundiárias regionais, tentando denegrir a imagem de movimentos organizados em prol da luta dos trabalhadores do campo”, resumiu.
Segundo o deputado, o processo de Reforma Agrária no Estado está “praticamente paralisado”. “Nos últimos dois anos, apenas 1,2 mil famílias foram assentadas e as vistorias estão há quase um ano paradas. Será esse o tipo de reforma agrária que queremos para o nosso País e, em especial, para o nosso Estado?”, indagou.
Destacou a atuação de movimentos como o MST, Pastoral da Terra, Fetape, Movimento dos Trabalhadores, entre outros. “Apesar de todas as injustiças, esses movimentos continuarão enérgicos, conscientes do seu papel na sociedade e contrapondo-se às propostas conservadoras, acreditando na possibilidade de que suas lutas contribuirão para a transformação social brasileira”, concluiu.
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