Eurico lembra participação da AL

Em 10/04/2002 - 00:00
-A A+

Eurico lembra participação da AL Atragédia da hemodiálise também foi tema de pronunciamento do deputado Pedro Eurico (PSDB), que recebeu apartes de quatro parlamentares. O deputado parabenizou os seus colegas que já tinham falado sobre a questão, lembrou do trabalho da CPI da Hemodiálise criada quando ele era presidente da Casa e pediu punição para os culpados. Eurico recordou que devido a intervenção do Legislativo o processo não prescreveu. “Se há um fato positivo nesta decisão do juiz Sérgio Paulo Ribeiro só foi o fato de ter havido um julgamento”, afirmou Eurico, criticando a lentidão do processo que leva o caso “a tábua rasa do esquecimento”.

De acordo com Eurico, ao decidir pela falta de provas, o juiz levantou “censura” sobre o trabalho do Ministério Público. “Cumprimos nossa parte colaborando com as investigações e como ficam os familiares das vítimas fatais e os sobreviventes “, questionou o deputado tucano defendendo apelação ao Tribunal de Justiça para revisão da decisão do juiz de Caruaru.

Em aparte, o deputado Antônio Mariano (PFL) defendeu a atuação da CPI e sugeriu a mobilização da sociedade com o objetivo de pressionar o Ministério Público e a Justiça para revisão da decisão de absolvição dos acusados. Eurico afirmou também que o juiz não deveria ter pronunciado a sentença se não podia analisar o caso em profundidade.

Também em aparte, Gilberto Marques Paulo (PSDB) disse que não costuma falar sobre assunto que não conhece, mas considerou “absurdo o que ocorreu e o fato de não haver punição ainda”. Na defesa da Justiça se posicionaram o vice-líder da Oposição, Guilherme Uchôa e o líder do PSB, Carlos Lapa. Uchôa, que é juiz de Direito aposentado, afirmou que se informou sobre o processo e assegurou que ficou comprovada a ausência de provas técnicas materiais. “Houve falha e, por isso, o juiz ficou impedido de fazer Justiça”, garantiu o pedetista, lembrando que o Tribunal de Justiça atua com prudência, inclusive punindo juizes que erram.

Lapa lembrou que decisão de juiz é para ser acatada. “Não se pode culpar os magistrados e querer que o juiz decida sob pressão. Ele só pode se pronunciar de acordo com as provas que tiverem no processo”, concluiu.