Moraes destaca ação de José Serra à frente do Ministério da Saúde A gestão do senador José Serra (PSDB-SP) frente ao Ministério da Saúde foi objeto de debate durante o grande expediente de ontem na Assembléia Legislativa de Pernambuco. O líder do PSDB na Casa, Antônio Moraes, leu discurso em que ressaltou os projetos realizados pelo ex-ministro e as medidas que foram tomadas para o avanço da saúde pública no País.
O parlamentar rechaçou a idéia de que Serra, pré-candidato à presidência da República, fosse “antinordestino”. “Podemos afirmar que as insinuações de que o ex-ministro tem preconceito em relação ao Nordeste não procedem, são totalmente inverídicas”, afirmou Moraes. Para defesa de seu argumento, o deputado apresentou dados a respeito do teto financeiro anual da assistência médica.
Segundo os índices, o teto financeiro do atendimento médico ambulatorial e hospitalar de Pernambuco e de toda região nordestina tiveram evoluções no volume de investimentos durante a gestão Serra.
Em apartes, os deputados Augusto César (PSDB) e Orisvaldo Inácio (PMDB) incorporaram o discurso do líder tucano. “A universalização da assistência médica a todos os brasileiros já foi um grande avanço”, disse César. Inácio por sua vez destacou os programas preventivos do Governo Federal e lembrou a expansão do atendimento através do Saúde na Família.
Em contrapartida, a bancada oposicionista combateu as afirmações do orador. O líder da oposição, José Queiroz (PDT), e mais os deputados Jorge Gomes (PSB), Nelson Pereira (PCdoB) e Ranilson Ramos (PPS), contestaram os “avanços” apresentados por Moraes, e fizeram duras críticas a atuação de Serra. “A situação da saúde pública no país é vergonhosa. O investimento per capta na área tem sido reduzido e é menor do que o de vários países pobres da América Latina”, informou Pereira. Queiroz ainda completou: “Serra devia ser responsabilizado pelas mortes que estão sendo ocasionadas pela irresponsabilidade no combate à dengue”, afirmou.
Chamou atenção ainda, o fato dos deputados governistas, Augustinho Rufino (PSDC) e José Marcos (PFL), endossarem as críticas ao ex-ministro. ” Em sete anos de governo é improvável não se obter avanços. O que impressiona é o fato de um homem tão ligado ao presidente ter disponibilizado tão poucos recursos efetivos para a melhoria da saúde nesse País”, afirmou o pefelista. Antônio Moraes rebateu as críticas e implementou a sua defesa a gestão de Serra. “Não estou dizendo que todos os problemas da saúde acabaram, até porque seria impossível fazer isso em quatro anos. Os números não mentem, os avanços estão aí e são incontestáveis”, conclui.
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