Líder do PFL lamenta fim de uma produtiva aliança O líder do PFL na Assembléia, o deputado Augusto Coutinho, fez um longo pronunciamento sobre a decisão da cúpula nacional do partido de abandonar a base governista. Coutinho leu, na íntegra, a nota oficial divulgada pelo partido e solicitou que ela fosse incluída nos anais da Casa. “Como brasileiro e como representante de uma parcela do povo, lamento muito esse rompimento e sei que esse Governo vai marcar o país pela melhoria que proporcionou na qualidade de vida do povo”, disse o líder.
Na nota oficial lida por Coutinho, o presidente nacional do partido, o senador Jorge Bornhausen, diz que a candidata à presidência, Roseana Sarney (PFL), “foi vítima de insólita violência, com claras consequências políticas, agora com o intuito de fragilizá-la e até mesmos afastá-la da disputa. Diante disso, concluímos que as razões políticas que sustentavam nossa aliança desapareceram, e que nossa presença no Governo não mais se justifica. À nação queremos reafirmar que continuaremos no Congresso Nacional a apoiar todas as medidas legislativas que se harmonizem com as crenças que compartilhamos. O PFL não votará contra o país.” Em aparte, o deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB), ex-pefelista, definiu como precipitada a alteração das regras eleitorais, neste momento. “No mérito, sou plenamente favorável mas vejo que foi uma jogada oportunista, feita às escuras.
O Governo teve todo o tempo necessário para realizar as reformas política e tributária e não o fez, vem agora, ao apagar das luzes, e muda as regras do jogo. Isso não foi bom para a democracia”, concluiu.
O deputado José Marcos (PFL) disse que o partido já deveria ter tomado essa decisão há mais tempo. “Eu já tive oportunidade de dizer isso aos líderes locais do PFL. Agora, me sinto motivado para continuar fazendo parte deste partido que participou, de forma decisiva, nas mudanças e avanços realizados pelo Governo Federal”, afirmou. O deputado Antônio Mariano (PFL), disse não acreditar que não houve premeditação na alteração das regras eleitorais, definidas pelo STE. “Que legislação eleitoral é essa que incentiva a realização de processos anárquicos, onde, através de uma coligação branca, o candidato não pode falar mas pode pedir voto na rua para o outro ?”, questionou.
O deputado André Campos (PTB) se solidarizou com o líder pefelista, com o partido e com a governadora do Maranhão, candidata à presidência pelo PFL.
“Ficou muito claro que este foi um processo armado pelo fato de Roseana Sarney vir subindo nas pesquisas. Esse discurso de que deve-se apurar tudo não foi adotado pelo presidente Fernando Henrique quando foram feitas denúncias contra o então presidente da Agência Nacional de Petróleo, que, na época era seu genro; ou quando do escândalo do dossiê das Ilhas Caymans. Têm que se apurar todos os fatos sempre, não apenas os que são de interesse pessoal de um ou outro “, concluiu.
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